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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Papa expõe aos embaixadores preocupações com a justiça e a paz


Da Redação, com Rádio Vaticano


Rádio Vaticano
O Papa Bento XVI reunido com os embaixadores junto à Santa Sé
Conforme acontece habitualmente no início do ano, o Papa Bento XVI recebeu nesta segunda-feira, 7, os membros do Corpo Diplomático, aos quais dirigiu um discurso em que abordou os problemas de justiça e paz, exprimindo as suas preocupações e propostas a esse propósito.

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.: NA ÍNTEGRA: Discurso do Papa ao corpo diplomático


Bento XVI começou seu discurso parabenizando as relações frutuosas que a Igreja Católica mantém com as autoridades civis em todo o mundo. “Trata-se de um diálogo que tem a peito o bem integral, espiritual e material, de cada homem e visa promover por toda a parte a sua dignidade transcendente”.

E esta dimensão católica da Igreja, que a leva a abraçar todo o universo, não constitui, conforme destacou o Santo Padre, uma ingerência na vida das diversas sociedades, mas serve para iluminar a reta consciência dos seus cidadãos e convidá-los a trabalhar pelo bem de cada pessoa e o progresso do gênero humano.

Foi neste contexto que Bento XVI situou os acordos bilaterais estabelecidos ou ratificados em 2012 com vários países, assim como as viagens apostólicas por ele realizadas ao México, a Cuba e ao Líbano. “Ocasiões privilegiadas para reafirmar o empenhamento cívico dos cristãos naqueles países e também para promover a dignidade da pessoa humana e os fundamentos da paz”.

Ainda no discurso, o Papa lastimou o fato de hoje em dia, por vezes, se pensar que a verdade, a justiça e a paz são utopias que se auto-excluem. “Diversamente, na perspectiva cristã, há uma ligação íntima entre a glorificação de Deus e a paz dos homens na terra, de tal modo que a paz não resulta meramente de um esforço humano, mas deriva do próprio amor de Deus… Na realidade, sem uma abertura ao transcendente, o homem cai como presa fácil do relativismo e, consequentemente, torna-se-lhe difícil agir de acordo com a justiça e comprometer-se pela paz.”

Sobre o fanatismo de ordem religiosa, que continua a fazer vítimas, o Santo Padre voltou a sublinhar que se trata de uma “falsificação da própria religião", já que a religião visa reconciliar o homem com Deus, tornando claro que cada homem é imagem do Criador.

Recordando a responsabilidade de trabalhar pela paz, Bento XVI citou os numerosos conflitos que continuam a ensanguentar a humanidade, a começar pelo Médio Oriente. “Renovo o meu apelo para que se deponham as armas e possa, o mais rápido possível, prevalecer um diálogo construtivo para acabar com um conflito que, se perdurar, não conhecerá vencedores mas apenas derrotados, deixando em campo atrás de si apenas ruínas.”

O Pontífice também fez uma referência à Terra Santa: "Na sequência do reconhecimento da Palestina como Estado Observador não-Membro das Nações Unidas, renovo os meus votos de que israelitas e palestinianos, com o apoio da comunidade internacional, se empenhem por chegar a uma convivência pacífica no contexto de dois Estados soberanos, onde o respeito pela justiça e as legítimas aspirações de ambos os povos seja tutelado e garantido. Jerusalém, torna-te aquilo que o teu nome significa: cidade da paz e não da divisão, profecia do Reino de Deus e não mensagem de instabilidade e conflito!"

Canção Nova

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Santuário do Pai das Misericórdias terá Missa diária em 2013


Da Redação, com Assessoria de Imprensa CN


Arquivo
A construção do Santuário do Pai das Misericórdias teve início em 2008
A partir da próxima segunda-feira, 7, o Santuário do Pai das Misericórdias, ainda em fase de construção, será mais um local de Missa diária, na sede da Comunidade Canção Nova, em Cachoeira Paulista (SP).

De acordo com a Assessoria de Imprensa da Fundação João Paulo II, as Missas acontecerão todos os dias às 7 horas da manhã e serão transmitidas ao vivo pela TV Canção Nova.

O Santuário deve comportar 5.600 fiéis, segundo estimativa do Departamento de Engenharia e Arquitetura da Fundação João Paulo II (FJPII).

O lançamento da pedra fundamental ocorreu em dezembro de 2007 e a obra teve início em julho de 2008. Até então, a obra encontra-se em fase de revestimento externo e do contrapiso.
 
Canção Nova

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Na catequese, Papa reflete sobre o mistério da encarnação de Jesus


Jéssica Marçal
Da Redação


Reuters
Na catequese desta quarta-feira, Bento XVI explicou sobre a origem de Jesus
Após uma pausa de uma semana, o Papa Bento XVI retomou nessa quarta-feira, 2, seu encontro com os fiéis na Audiência Geral. Na Sala Paulo VI, o Santo Padre dedicou a catequese para explicar sobre a origem de Jesus. 

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.: NA ÍNTEGRA: Catequese de Bento XVI - 02/01/2013


Bento XVI iniciou as reflexões lembrando que o Natal do Senhor ilumina sempre com a sua luz as trevas que muitas vezes cercam o mundo. E sobre a origem desta luz, a origem de Cristo, ele explicou que dos quatro Evangelhos emerge com clareza a resposta a essa pergunta.

“... a sua verdadeira origem é o Pai; Ele vem totalmente Dele, mas de modo diferente de qualquer profeta enviado por Deus que o precederam. Esta origem do mistério de Deus, “que ninguém conhece”, está contida já nas histórias sobre a infância dos Evangelhos de Mateus e de Lucas, que estamos lendo neste tempo natalício”, disse. 

E ao refletir sobre a expressão “por obra do Espírito Santo encarnou-se no seio da Virgem Maria”, professada no Credo, Bento XVI lembrou a importância de Maria nesse contexto da origem de Jesus.

“Sem ela a entrada de Deus na história da humanidade não chegaria ao seu fim e não teria tido lugar aquele que é central na nossa Profissão de fé: Deus é um Deus conosco. Assim Maria pertence de modo irrenunciável à nossa fé no Deus que age, que entra na história”, afirmou.

O Pontífice destacou ainda que, também na vida cotidiana, os fiéis podem sentir a sua pobreza, a sua insuficiência, mas lembrou que Deus escolheu justamente uma mulher humilde, em uma vila desconhecida. “Sempre, também em meio às dificuldades mais difíceis de enfrentar, devemos ter confiança em Deus, renovando a fé na sua presença e ação na nossa história, como naquela de Maria. Nada é impossível para Deus!”.

Por fim, Bento XVI enfatizou que Jesus é o Filho unigênito do Pai, vem de Deus, e este é o grande mistério que se celebra no Natal: o Filho de Deus, por obra do Espírito Santo, encarnou-se no seio da Virgem Maria. 

“Este é um anúncio que soa sempre novo e que traz em si esperança e alegria ao nosso coração, porque nos doa toda vez a certeza de que, mesmo se muitas vezes nos sentimos fracos, pobres, incapazes diante da dificuldade e do mal do mundo, o poder de Deus age sempre e opera maravilhas propriamente na fraqueza”, finalizou. 

Canção Nova

sábado, 29 de dezembro de 2012

Papa saúda novo Patriarca greco-ortodoxo de Antioquia


Rádio Vaticano


Montagem sobre fotos / arquivo
João X e Papa Bento XVI
"Nestes tempos instáveis e propensos à violência vivida no Oriente Médio, é cada vez mais urgente que os discípulos de Cristo ofereçam um testemunho autêntico da sua unidade, a fim de que o mundo creia na mensagem de amor, de paz e reconciliação do Evangelho."

É o que escreve o Pontífice numa mensagem de saudação fraterna ao novo Patriarca greco-ortodoxo de Antioquia e de todo o Oriente Médio, João X, eleito em 17 de dezembro pelo Santo Sínodo reunido no Mosteiro de Nossa Senhora de Balamand, localizado ao norte de Beirute. João X sucede ao Patriarca Ignazio IV Hazim, falecido dia 5 deste ano, aos 92 anos.

"Temos a responsabilidade de prosseguir, juntos, o nosso caminho para manifestar de maneira ainda mais visível a realidade espiritual da comunhão, embora ainda incompleta, que já nos une", afirma o Papa.

Em seguida, Bento XVI faz votos de que as relações entre Patriarcado greco-ortodoxo e Igreja Católica se desenvolvam mediante as formas de colaboração frutuosa e o prosseguimento do compromisso a resolver as questões que ainda dividem.

Por fim, o Santo Padre disse confiar na participação ativa e construtiva dnos trabalhos da Comissão mista internacional para o diálogo teológico entre a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa em seu conjunto.

Assegurando as suas orações ao novo Patriarca, Bento XVI eleva a sua invocação a Cristo a fim de que conceda consolação às vítimas da violência no Oriente Médio e inspire cada um a gestos de paz.

Canção Nova

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Religiosa propõe caminhos para uma cultura de paz


André Luiz
Da Redação


Arquivo
Irmão Maria Cristina Bove é natural do Uruguai e há mais de 40 anos trabalha no Brasil com os menos favorecidos.
“Há a necessidade de propor e promover uma pedagogia de paz”, afirmou o Papa Bento XVI, na conclusão de sua Mensagem para o Dia Mundial da Paz 2013. Dentro dessa pedagogia, o Santo Padre fala de pensamentos, palavras e gestos que criam uma mentalidade e uma cultura de paz. Mas, de que forma colocar essa cultura de paz em prática? Quais os caminhos para ser um “obreiro da paz”?

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.: NA ÍNTEGRA: Mensagem do Papa para o Dia Mundial da paz 2013

A coordenadora da Pastoral Nacional da População de Rua, Irmã Maria Cristina Bove afirma que, diante da ausência de paz nas cidades, regidas muitas vezes pela violência, pela discriminação, pela intolerância, é necessário humanizar as situações de vida, promover muitos gestos de paz e acreditar que ela é possível.
“Precisamos colocar no lugar dessa violência gestos que tragam a paz, não só resolvam a situação imediata da população, mas que as ajudem a terem alimentação adequada, habitação, saúde e direito a todos os espaços que tem qualquer cidadão.”
Na mensagem, o Papa Bento XVI sugere que se ensine aos homens a virtude do amor recíproco. Segundo Irmã Cristina, esse é um processo que exige mudanças sociais, que passa pelo perdão e por um olhar voltado para os que mais sofrem.
“Temos que mudar essas estruturas injustas e olhar a partir de uma ótica diferenciada que defenda os direitos de cada pessoa. A partir da população de rua, vemos que a sociedade precisa voltar seu olhar para esse povo. Temos que compreender esse mundo em que eles estão e a sociedade desenvolver gestos que possam ajudar as pessoas a viverem com seus direitos garantidos.”
Perdão: a didática para a pedagogia da paz
A conclusão da Mensagem do Papa para o Dia Mundial da Paz é permeada por aspectos que envolvem a pedagogia do obreiro da paz. Entre eles estão a benevolência, a reconciliação, o serviço, a compaixão, a coragem e a perseverança. Bento XVI explica que é indispensável difundir a pedagogia do perdão para que tais aspectos se concretizem.
De acordo com Irmã Cristina, quem perdoa experimenta a paz em sua totalidade. “O perdão faz parte da nossa história, temos que construir e viver nessa construção do amor, do perdão, da solidariedade, superar situações que nos incomodam, nos ferem e saber criar um diálogo que possa superar as situações de discriminação.”
Para a religiosa, é fundamental viver um constante processo de reencontro com o outro, perdoando, reencontrando-se nas relações e nos gestos. “É isso que fará com que reconheçamos que o mais importante é o amor e o perdão.”
Exercício prático para a pedagogia da paz
Na tentativa de tornar a pedagogia da paz uma obra concreta, Irmã Cristina propõe alguns caminhos, como gestos de aproximação, compaixão, solidariedade, coragem e perseverança.
“É preciso ter coragem para se aproximar do outro, conhecê-lo, ver a sua dignidade como pessoa humana, enfrentar as diferenças e acolher as pessoas. É necessário dar atenção aos mais sofridos, aos pobres de rua, afinal, são pessoas que romperam seus vínculos, têm muitos sofrimentos e enfrentam muitos conflitos.”
Aos que desejam exercer o papel de instrumentos e obreiros da paz, Irmã Cristina, aconselha: “Comece a olhar aquele que está ao seu lado, os mais pobres, os mais fragilizados, que sentem mais a dor e o sofrimento e assim comecemos a olhar as pessoas de outra forma. Que se comece a cuidar mais dos outros, a fazer gestos que rompam com as lógicas das injustiças e violência. Devemos assumir esse processo de lutar sempre pela paz.”

Canção Nova

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Papa Bento XVI divulga mensagem pelo Dia Mundial da Paz

Assessoria de Imprensa POM
Celebrado no dia 1º de janeiro, o Dia Mundial da Paz é uma data que foi criada para que todas as pessoas, cristãs e não cristãs, se unissem em prol da paz no planeta. Há 45 anos, o papa Paulo VI, divulgou uma mensagem, em 8 de dezembro, para que a data fosse celebrada sempre no primeiro dia do ano civil (1º de janeiro), a partir do ano de 1968.
Seguindo a tradição, a mensagem do sumo pontífice, para o Dia Mundial da Paz 2013, foi apresentada em coletiva de imprensa no dia 14 de dezembro, na Sala de Imprensa do Vaticano.
Fonte: www.pom.org.br

Beatificação do Papa Paulo VI

 Agência Ecclesia
Bento XVI aprovou hoje a publicação do decreto que reconhece as ‘virtudes heroicas' de Giovanni Battista Montini (1897-1978), Paulo VI, eleito Papa em junho de 1963.

Esta é uma etapa do processo que leva à proclamação de um fiel católico como beato, e permite que, após o reconhecimento de um milagre atribuído à intercessão do Papa italiano, tenha lugar a sua beatificação, penúltima etapa para a declaração da santidade.

Entre os nove Papas que a Igreja Católica teve no século XX há, neste momento, um santo (Pio X) e dois beatos (João XXIII e João Paulo II).

A canonização, ato reservado ao Papa desde o século XIII, é a confirmação, por parte da Igreja Católica, que um fiel católico é digno de culto público universal e de ser apresentado aos fiéis como intercessor e modelo de santidade.

Nos primeiros séculos da Igreja, o reconhecimento da santidade acontecia em âmbito local, a partir da fama popular do santo e com a aprovação dos bispos.

Bento XVI autorizou ainda a promulgação, por parte da Congregação para as Causas dos Santos (CCS), dos decretos que reconhecem milagres atribuídos a três futuros santos e cinco novos beatos.

A CCS publicou também os decretos relativos ao martírio de 35 católicos, a maior parte dos assassinados entre 1936 e 1938, durante a Guerra Civil Espanhola.

Outros nove católicos foram declarados "veneráveis", tal como aconteceu com Paulo VI.

Giovanni Battista Enrico Antonio Maria Montini nasceu a 26 de setembro de 1897 na Lombardia, Itália, e foi ordenado padre em 1920, tendo entrado ao serviço diplomático da Santa Sé.

Nomeado arcebispo de Milão em 1953, foi criado cardeal em dezembro de 1958, por João XXIII, a quem viria a suceder, cinco anos depois, já com o Concílio Vaticano II (1962-1965) em andamento, tendo-lhe dado continuidade.

Entre 1964 e 1970, Paulo VI fez nove viagens internacionais, as primeiras de um Papa moderno, incluindo a passagem por Fátima a 13 de maio de 1967.

O Papa italiano escreveu sete encíclicas, entre as quais a ‘Humanae vitae' (1968), sobre a regulação da natalidade, e a ‘Populorum progressio' (1967), sobre o desenvolvimento dos povos; assinou ainda a exortação apostólica ‘Evangelii nuntiandi' (1975), sobre a evangelização no mundo contemporâneo, e discursou na sede da Organização das Nações Unidas, em Nova Iorque, a 4 de outubro de 1965.

Paulo VI morreu no dia 6 de agosto de 1978.
Fonte: www.agencia.ecclesia.pt

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Papa destaca que a Palavra de Deus é o caminho para seguir na luz


Da Redação


Reprodução
Reprodução da página de Bento XVI no twitter com as postagens do Santo Padre
Nesta quarta-feira, 19, o Papa Bento XVI voltou a fazer suas postagens no twitter, exatamente uma semana depois doprimeiro tweet em sua conta @Pontifex. Conforme anunciado na apresentação de como seria a presença do Papa no microblog, as mensagens são postadas inicialmente às quartas-feiras, ocasião da Catequese com os fiéis.

Hoje o Santo Padre destacou as oscilações que os fiéis vivem na fé, lembrando que o caminho para seguir sempre na luz é a Palavra de Deus. “A fé de cada um tem momentos de luz, mas também de escuridão. Se queres caminhar sempre na luz, deixa-te guiar pela Palavra de Deus”, escreveu.

No primeiro tweet, Bento XVI disse que para ele é um prazer estar em contato com os fiéis por meio desta rede social. “Queridos amigos, é com alegria que entro em contato convosco via twitter. Obrigado pela resposta generosa. De coração vos abençoo a todos”, escreveu o Pontífice.

Em outra postagem, o Pontífice referiu-se a Maria. "Maria recebe com alegria o anúncio de que será mãe de Jesus, o Filho de Deus feito homem. A verdadeira alegria deriva da união com Deus". 

Canção Nova

Esperança para mundo «cansado»


O bispo de Santarém afirmou na sua mensagem de Natal deste ano que a celebração desta festa é um sinal de “esperança” para o mundo atual, “velho e cansado”.
“O reino de Deus inaugurado por Jesus é um mundo novo onde habita a verdade, a justiça, a paz e a alegria”, escreve D. Manuel Pelino Domingues, num texto publicado pela página da diocese na internet.
O prelado sublinha que os votos natalícios de “esperança, paz e fraternidade” não são apenas palavras para “cumprir a tradição”, mas são “sustentados na fé cristã” que convida cada pessoa a “repensar e a reorientar” a sua vida.
“Quem acredita e confia em Deus tem razões sólidas para viver e comunicar a esperança, nestes tempos difíceis em que muita gente anda desalentada, refere o bispo de Santarém.
D. Manuel Pelino deseja “esperança e alegria” para contrariar o que classifica como “ambiente de fachada, consumismo, indiferença e individualismo”.
“A Igreja convida-nos a cultivar a esperança jubilosa e ativa através da espiritualidade da vinda do Senhor que incentiva a vida interior, a relação comunitária, o estilo de vida solidário, a perspetiva do futuro iluminado pelo reino de Deus”, precisa.
Segundo o prelado, a porta da fé “abre para a esperança e conduz à caridade”, em primeiro lugar “às famílias que nesta quadra vivem mais intensamente o encontro e a união” e “às crianças para que o Natal as ajude a crescer num ambiente de afeto”.
O bispo de Santarém dirige-se ainda  aos jovens, “para que encontrem na vinda do Senhor uma inspiração para construir um futuro melhor”, aos adultos, “sobretudo pais e educadores, para que estendam o espírito de Natal ao ano inteiro”, e aos mais idosos, “para que encontrem sempre razões para a esperança e a alegria”.
OC
Agência Ecclesia

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Papa recebe líder da organização para a libertação da Palestina


Rádio Vaticano


O Papa Bento XVI recebeu nesta segunda-feira, 17, no Vaticano, o presidente da Organização para a Libertação da Palestina, Abu Mazen. Sucessivamente, Abu Mazen se reuniu com o Secretário de Estado, Cardeal Tarcísio Bertone, e com o Secretário das Relações com os Estados, Dom Dominique Mamberti.

Segundo uma nota divulgada pela sala de imprensa da Santa Sé, no decorrer do diálogo foi feita uma referência à recente resolução aprovada pela Assembleia Geral das Nações Unidas com a qual se reconhece a Palestina como Estado Observador não membro da ONU.

Fez-se votos de que esta iniciativa encoraje o empenho da comunidade internacional para uma solução justa e duradoura do conflito entre israelenses e palestinos, que poderá ser alcançada somente retomando em boa fé a negociação entre as partes, no respeito dos direitos de todos.

Durante o encontro, também foi analisada a situação no Oriente Médio, que vive inúmeros conflitos, auspiciando a coragem da reconciliação e da paz. Por fim, foi citada a contribuição que as comunidades cristãs oferecem ao bem comum da sociedade nos Territórios Palestinos e em todo o Oriente Médio.

O presidente palestino chegou à Itália no domingo e foi acolhido pelo ministro italiano das Relações Exteriores, Giulio Terzi di Santagata. Em sua chegada, Abu Mazen agradeceu pessoalmente à Itália pelo voto expresso a favor do reconhecimento da Palestina como estado observador não membro da ONU.

Nesses três dias de visita, está prevista uma intensa atividade diplomática: encontros com o presidente da Itália, Giorgio Napolitano, com o primeiro-ministro, Mario Monti e com o líder do Partido Democrático, Pierluigi Bersani.
Canção Nova

Você entende o significado da oração do Credo?


Jéssica Marçal
Da Redação


Canção Nova
Padre Toninho destacou a necessidade de refletir sobre a oração, o que atende ao pedido do Papa Bento XVI neste Ano da Fé
Neste 'Ano da Fé', proclamado pelo Papa Bento XVI para o período de 11 de outubro de 2012 a 24 de novembro de 2013, o Santo Padre pede aos fiéis para que rezem a oração do Credo. Esta é a profissão de fé dos fiéis, ou seja, expressa qual é a verdadeira crença dos fiéis católicos. Nesta semana, o noticias.cancaonova.com exibe uma série de cinco reportagens que refletem o significado da oração.

Existem duas formas de se rezar o Credo. Padre Antônio Justino Filho, conhecido como padre Toninho da Comunidade Canção Nova, explicou que a primeira, denominada Credo niceno-constantinopolitano, é resultado dos primeiros concílios ecumênicos da Igreja: o Niceno, de Niceia, no ano 325, e o de Constantinopla, em 381.

O sacerdote disse que esta oração ainda é muito comum nas grandes Igrejas do Oriente e do Ocidente. Ela pode ser rezada nas Celebrações Eucarísticas dependendo da liturgia, o que acontece, normalmente, em ocasiões solenes.

Mas há uma forma mais resumida desta oração, o qual é chamado 'símbolo dos apóstolos', ou seja, o Credo que se reza normalmente na Santa Missa no momento da Profissão de Fé.

“Nós temos o 'símbolo dos apóstolos', assim chamado por ser considerado o resumo fiel da fé deles, um antigo símbolo da fé batismal da Igreja de Roma e sua grande autoridade vem do seguinte fato: ele é o símbolo guardado pela Igreja Romana, aquela na qual Pedro, o primeiro apóstolo, teve a sua fé e para onde ele trouxe a comum expressão de fé, opinião comum. Isto quem diz é Santo Ambrósio, um grande Santo da Igreja”, informou padre Toninho.

O sacerdote ressaltou que o Credo niceno constantinopolitano é o mais completo símbolo de fé. Contudo, este resumo de fé dos apóstolos aconteceu para facilitar a vida da Igreja e dos cristãos, já que a oração fruto dos dois Concílio é um Credo um pouco mais extenso.

Ano da Fé

Tendo em vista que o Credo é a profissão de fé dos fiéis, o Papa pede que todos o rezem com atenção neste 'Ano da Fé', isso porque a proposta deste Ano é, justamente, uma redescoberta da fé, de forma que os cristãos saibam entender e dar razões da fé que têm.

Quanto a isso, padre Toninho acrescentou o fato de que, muitas vezes, se reza muito rápido, mas é necessário parar e refletir sobre o que se está rezando.

“A primeira palavra que a profissão de fé nos mostra é o ‘creio’. Em que você crê? Começa daí, pois a fé é você meditar aquilo que você está rezando. Você crê em quem: no Pai, no Filho, no Espírito Santo, na Igreja, na Ressurreição da Carne? Esse crer significa a minha adesão àquilo que eu estou rezando. Então, nesse Ano da Fé, o Papa pede isso: essa maior interiorização naquilo que se reza”, destacou.

Canção Nova

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Hoje a Igreja celebra Santa Luzia

Santa Luzia 
Santa Luzia, como se lê nas Atas, pertencia a uma família rica de Siracusa. A mãe dela, Eutíquie, ficou viúva e havia prometido dar a filha como esposa a um jovem concidadão. Luzia, que tinha feito voto de conservar-se virgem por amor a Cristo, obteve que as núpcias fossem adiadas, também porque a mãe foi atingida por uma grave doença. Devota de santa Águeda, a mártir de Catânia, que vivera meio século antes, Luzia quis levar a mãe enferma em visita à tumba da Santa. Desta peregrinação a mulher voltou perfeitamente curada e por isso concordou com a filha dando-lhe licença para seguir a vida que havia escolhido; consentiu também que ela distribuísse aos pobres da cidade os bens do seu rico dote. O noivo rejeitado vingou-se acusando Luzia de ser cristã ao procônsul Pascásio. Ameaçada de ser exposta ao prostíbulo para que se contaminasse, Luzia deu ao procônsul uma sábia resposta: "O corpo se contamina se a alma consente."
O procônsul quis passar das ameaças aos fatos, mas o corpo de Luzia ficou tão pesado que dezenas de homens não conseguiram carregá-lo sequer um palmo. Um golpe de espada pôs fim a uma longa série de sofrimentos, mas mesmo com a goela cortada, a jovem continuou a exortar os fiéis a antepor os deveres para com Deus àqueles para com as criaturas, até que os companheiros de fé, que faziam um círculo em volta dela, selaram o seu comovente testemunho com a palavra Amém.

Testemunham-lhe a antiga devoção, que se difundiu muito rapidamente não só no Ocidente, mas também no Oriente. O episódio da cegueira, ao qual ordinariamente chamam a atenção as imagens de Santa Luzia, está provavelmente vinculado ao nome: Luzia (Lúcia) derivada de lux (= luz), elemento indissolúvel unido não só ao sentido da vista, mas também à faculdade espiritual de captar a realidade sobrenatural. Por este motivo Dante Alighieri, na Divina Comédia, atribui a Santa Lúcia ou Luzia a função de graça iluminadora.


Santa Luzia, rogai por nós e pelos nossos. Amém.

CatolicaNet

Papa abençoa seguidores em seu primeiro tuíte


O papa Bento 16 publicou hoje sua primeira mensagem no Twitter.
“Queridos amigos, é com alegria que entro em contato convosco via twitter. Obrigado pela resposta generosa. De coração vos abençoo a todos”, disse o pontífice em sua primeira postagem.
Bem vindo ao Twitter, santo padre! Foto: Reuters
A publicação foi feita nesta quarta-feira (12) às 8h de Brasília, durante a festividade de Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira das Américas, depois da audiência pública das quartas-feiras.
A maioria dos seguidores é de língua inglesa, mais de 615 mil, seguidos pelos de língua espanhola, mais de 176 mil.
Em português, os seguidores já passam de 25 mil; em italiano, beiram 97 mil; em árabe, mais de 7.500; em alemão, 19 mil; em francês 18 mil e, em polonês, já passam dos 10 mil.
Diário do Nordeste

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Bento XVI: "Que o natal não seja só uma festa exterior"


natal01Durante o ângelus deste domingo, 9 de dezembro, papa Bento XVI centrou-se nas virtudes de São João Batista. O Santo Padre apareceu ao meio dia na janela do seu escritório no Palácio Apostólico e cumprimentou os peregrinos e os fieis reunidos na Praça de São Pedro.
O texto foi publicado pela agência ZENIT:
Queridos irmãos e irmãs!
No tempo do Advento a liturgia enfatiza, de modo  particular, duas figuras que preparam a vinda do Messias: a Virgem Maria e João Batista. Hoje São Lucas nos apresenta este último, e o faz com características diferentes dos outros Evangelistas. "Todos os quatro Evangelhos colocam no início do ministério de Jesus a figura de João Batista e apresentam-no como o seu precursor. São Lucas colocou antes a conexão entre as duas figuras e as suas respectivas missões [...] Já na concepção e no nascimento, Jesus e João colocaram-se em relação entre si” (A infância de Jesus, 23).
Essa configuração ajuda a entender que João, enquanto filho de Zacarias e Isabel, ambos de famílias sacerdotais, não é apenas o último dos profetas, mas representa também todo o sacerdócio da Antiga Aliança e por isso prepara os homens ao culto espiritual da Nova Aliança, inaugurado por Jesus (cf. ibid. 27-28). Lucas também afasta qualquer leitura mítica que às vezes é feita dos Evangelhos e coloca historicamente a vida do Batista: "No décimo quinto ano do império de Tibério César, quando Pôncio Pilatos era governador [...] enquanto eram sumos sacerdotes Anás e Caifás” (Lc 3, 1-2). Dentro deste quadro histórico reside o verdadeiro grande evento, o nascimento de Cristo, que seus contemporâneos não vão perceber. Para Deus os grandes homens da história formam o pano de fundo para os pequenos!
João Batista se define como a “voz que clama no deserto: preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas" (Lc 3, 4). A voz proclama a palavra, mas, neste caso, a Palavra de Deus precede, enquanto que é ela mesma que desce sobre João, Filho de Zacarias, no deserto (cf. Lc 3, 2). Ele, então, desempenha um grande papel, mas sempre em relação a Cristo. Santo Agostinho comenta: "João é a voz. Do Senhor ao contrário se diz: "No princípio era o Verbo" (João 1, 1).
João é a voz que passa, Cristo é o Verbo eterno, que existia no princípio. Se tiras a voz da palavra, o que é que resta? Um som fraco. A voz sem palavra atinge o ouvido, mas não edifica o coração” (Sermão 293, 3).
Nosso objetivo é dar hoje ouvido à essa voz para conceder espaço e acolhida no coração à Jesus, Palavra que nos salva. Neste Tempo de Advento, preparemo-nos para ver, com os olhos da fé, na humilde Gruta de Belém, a salvação de Deus (cf. Lc 3, 6). Na sociedade dos consumos, em que se busca a alegria nas coisas, o Batista nos ensina a viver de uma forma essencial, para que o Natal seja vivido não só como uma festa exterior, mas como a festa do Filho de Deus que veio para trazer aos homens a paz, a vida e a alegria verdadeira.
À materna intercessão de Maria, Virgem do Advento, confiamos o nosso caminho de encontro com o Senhor que vem, para estarmos prontos para acolher, no coração e em toda a vida, o Emanuel, o Deus-conosco.
CNBB

domingo, 9 de dezembro de 2012

Em Maria, a humanidade abre-se realmente a Deus, destaca Papa


Jéssica Marçal
Da Redação


Arquivo
'Em Maria a Palavra de Deus encontra escuta, recepção, resposta', destacou Bento XVI antes de rezar o Angelus junto com os fiéis na Praça São Pedro
Neste sábado, 8, dia em que a Igreja celebra a Festa da Imaculada Conceição, o Papa Bento XVI uniu-se aos fiéis na Praça São Pedro para rezar o Angelus. Em suas palavras antes da oração mariana, o Santo Padre destacou que, em Maria, a humanidade e a história abrem-se realmente para Deus.

Acesse
.: NA ÍNTEGRA: Angelus – Festa da Imaculada Conceição


“Em Maria a Palavra de Deus encontra escuta, recepção, resposta (...) Em Maria a humanidade, a história se abrem realmente a Deus, acolhem a sua graça, estão dispostas a fazer a sua vontade”, disse.

Bento XVI também enfatizou que a luz que emana de Maria ajuda os fiéis a compreender o verdadeiro sentido do pecado original. Ele explicou que em Maria está plenamente viva a relação com Deus que o pecado rompe. “Maria é livre do pecado porque é toda de Deus, totalmente esvaziada por Ele. É cheia de sua Graça, do seu Amor”.

O Santo Padre disse ainda que a doutrina da Imaculada Conceição de Maria exprime a certeza de fé de que as promessas de Deus não falham. “A Imaculada está a demonstrar que a Graça é capaz de suscitar uma resposta, que a fidelidade de Deus sabe gerar uma fé verdadeira e boa”.

Por fim, o Pontífice confirmou sua ida hoje à tarde, como de costume, à Praça de Espanha, para a homenagem a Maria Imaculada. "Sigamos o exemplo da Mãe de Deus, para que também em nós a graça do Senhor encontre resposta em uma fé genuína e fecunda", concluiu. 

Canção Nova

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Grande Concerto de Natal na Catedral Metropolitana de Fortaleza


No dia 9 de dezembro, às 16 horas, na Catedral Metropolitana acontecerá o Grande Concerto de Natal – Domingo de Luz. O repertório tradicional de músicas natalinas tem como objetivo proporcionar à população cearense um Concerto de Natal.
Em sua 5ª edição, o evento tem a presença de uma orquestra com 120 vozes interpretando as mais belas canções natalinas, atraindo centenas de pessoas de todas as idades, tornando o templo (a Catedral) um verdadeiro centro de orações e louvações ao Deus Menino.
O Grande Concerto de Natal – Domingo de Luz é um evento musical e religioso que já faz parte da cultura de Fortaleza e se desenvolve com a participação da Grande Orquestra e do Coral Noite de Belém. É uma produção que reúne também, mais de 50 profissionais – jornalistas, publicitários, apresentadores, decoradores, produtores e técnicos de imagem e som. A apresentação terá duas horas de duração e será transmitido para vários países em tempo real via internet.
A entrada é gratuita, mas quem quiser poderá fazer doações de leite em pó para as crianças do IPREDE.

Serviço
Grande Concerto de Natal – Domingo de Luz
Local: Catedral Metropolitana de Fortaleza
Horário: 16h
Realização: Instituto do Conhecimento e da Produção Cultural
Entrada: Gratuita
Contato: (85) 3231.4196 – Catedral
             (85) 96952002 – Rubens Frota

Último ensaio: dia 7, sexta-feira, às 14 horas na Catedral
                   

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Preparar o Natal


     Advento é o tempo para prepararmos a espera do Senhor

Imagem de DestaqueNo primeiro domingo do Advento, inicia-se mais um Ano Litúrgico, no qual relembramos e revivemos os mistérios da História da Salvação. A Igreja nos põe de sobreaviso com quatro semanas de antecedência, a fim de que nos preparemos para celebrar, de novo, o Natal e, ao mesmo tempo, para que, com a lembrança da primeira vinda de Deus feito Homem ao mundo, estejamos atentos a essas outras vindas do Senhor: no fim da vida de cada um e no fim dos tempos. Por isso o Advento é o tempo de preparação e de esperança.

A palavra 'Advento' significa 'vinda', 'chegada' e nos faz relembrar e reviver as primeiras etapas da História da Salvação, quando os homens se preparam para a vinda do Salvador, a fim de que também nós possamos preparar, hoje, em nossa vida, a vinda de Cristo por ocasião do Natal.

O profeta Isaías fala com ênfase da era messiânica, quando todos os povos se hão de reunir em Jerusalém para adorarem o único Deus. Jerusalém é figura da Igreja, constituída por Deus “sacramento universal de salvação” (LG 48), que abre os seus braços a todos os homens para os conduzir a Cristo e para que, seguindo os seus ensinamentos, vivam como irmãos na concórdia e na paz. Cada cristão deve ser uma voz a chamar os homens, com a veemência de Isaías, à fé verdadeira e ao amor fraterno. Convida Isaías: “Vinde e deixemo-nos guiar pela luz do Senhor” (Is 2,5).


O Evangelho deste primeiro domingo (Lc 21, 25-28. 34-36) mostra os últimos dias da vida terrena de Jesus. Ele anuncia tempos difíceis de sofrimento e perseguição. Em linguagem apocalíptica, fala da segunda vinda de Cristo.
 Os “sinais” catastróficos apresentados não são um quadro do “fim do mundo”; são imagens utilizadas pelos profetas para falar do “Dia do Senhor”, quando Ele vai intervir na história para libertar o Seu povo.
O quadro visa reavivar a Esperança pelo novo dia que surgirá e motivar a vigilância para reconhecer e acolher o Senhor que vem. O Evangelho ensina a não esperar passivamente a vinda do Filho do Homem. É preciso “estar atento” a essa salvação que nos é oferecida e aceitá-la.

É preciso ter a vontade e a liberdade de acolher o dom de Jesus, deixar que Ele nos transforme o coração e se faça vida em nossos gestos e palavras. Preparemos o caminho para o Senhor que chegará em breve; e se notarmos que a nossa visão está embaçada e não distinguirmos com clareza essa luz que procede de Belém, é o momento de afastar os obstáculos. É tempo de fazer com especial delicadeza o exame de consciência e de melhorar a nossa pureza interior para receber a Deus.
É o momento de discernir as coisas que nos separam do Senhor e de lançá-las para longe de nós. Um bom exame de consciência deve ir até as raízes dos nossos atos, até os motivos que inspiram as nossas ações. E logo buscar o remédio no Sacramento da Penitência (Confissão)! “Vigiai, não sabeis em que dia o Senhor virá”. Não se trata apenas da “parusia”, mas também da vinda do Senhor para cada homem no fim da sua vida, quando se encontrar face a face com o seu Salvador; e será esse o dia mais belo, o princípio da vida eterna!

Toda a existência do homem é uma constante preparação para ver o Senhor, que cada vez está mais perto; mas o Advento a Igreja ajuda-nos a pedir de um modo especial: “Senhor, mostrai-me os vossos caminhos e ensinai-me as vossas veredas. Dirigi-me na vossa verdade, porque sois o meu Salvador” (Sl 24).


Para manter este estado de vigília, é necessário lutar, porque a tendência de todo homem é viver de olhos cravados nas coisas da terra. Fiquemos alertas! Assim será se cuidarmos com atenção da oração pessoal, que evita a tibieza e, com ela, a morte dos desejos de santidade; estaremos vigilantes se não abandonarmos os pequenos sacrifícios, os quais nos mantêm despertos para as coisas de Deus. 


Diz-nos São Bernardo: “Irmãos, a vós, como às crianças, Deus revela o que ocultou aos sábios e entendidos: os autênticos caminhos da salvação. Aprofundai no sentido deste Advento, sobretudo, observai quem é Aquele que vem, de onde vem e para onde vem; para quê, quando e por onde vem. É uma curiosidade boa. A Igreja não celebraria com tanta devoção este Advento se não contivesse algum grande mistério”.
Procuremos afastar os motivos que impedem a acolhida do Senhor:

– os prazeres da vida: a pessoa mergulhada nos prazeres fica alienada… No domingo, dorme, passeia, pratica esportes, mas não sobra tempo para a Missa.

– trabalho excessivo: a pessoa obcecada pelo trabalho esquece o resto: Deus, a família, os amigos, a própria saúde. 
Como desejo me preparar para o Natal desse ano? Apenas programando festas, presentes, enfeites, músicas?
Preparemos, numa atitude de humildade e vigilância, a chegada de Cristo que vem. Procuremos remover de nossa vida toda bagagem inútil que possa impedir os nossos passos para Cristo. Escutemos São Paulo: “Fazei progressos ainda maiores! “ (1Ts 4, 1).
Mons. José Maria Pereira
Diocese de Petrópolis-RJ
Canção Nova

Bento XVI já tem mais de meio milhão de seguidores no Twitter


Da Redação, com Rádio Vaticano


Site oficial
Só no perfil oficial @pontifex, Bento XVI conta com mais de 460 mil seguidores; somando-se os outros idiomas, ultrapassam 500 mil
Em apenas dois dias, o Papa Bento XVI já tem mais de 500 mil seguidores no Twitter. A conta oficial do Pontífice na rede (@pontifex) foi lançada nessa segunda-feira, 3, em oito idiomas e é uma das novidades mais comentadas, no microblog, na América Latina.

Um de seus seguidores é o Presidente israelense, Shimon Peres, 89 anos, que deu as boas-vindas ao Pontífice: “Sua santidade, bem-vindo ao Twitter. Nossas relações com o Vaticano estão em seu auge e podem formar uma base para mais paz em todos os lugares”.

Acesse
.: Bento XVI abre conta no Twitter 
.: Papa no Twitter: iniciativa adequada ao modo atual de comunicar-se

Bento XVI vai começar a ‘twittar’ sobre temas mais espirituais no dia 12 de dezembro - dia de Nossa Senhora de Guadalupe -, durante a Audiência Geral, na Sala Paulo VI. Os fiéis de língua portuguesa podem contatar o Pontífice diretamente na conta @pontifex_pt.

Inicialmente, os ‘tweets’ terão como conteúdo de sua audiência geral semanal, bênçãos dominicais e suas principais homilias, mas também incluirão reflexões sobre acontecimentos mundiais importantes, como desastres naturais.

Como frisou o Presidente do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, Dom Claudio Maria Celli, na coletiva dessa segunda-feira, 3, apesar de conter um máximo de 140 caracteres, as mini-mensagens do Papa serão “pérolas de sabedoria”, “centelhas de verdade”.

O primeiro ‘tweet’ do Papa será enviado por ele mesmo, mas no futuro, a maioria deles será escrita por assessores, e Bento XVI vai aprovar antes do envio, feito sempre de um único computador da Secretaria de Estado do Vaticano. Todas as precauções foram tomadas para garantir que a conta certificada do Papa não seja invadida.

A página foi montada em amarelo e branco, cores do Vaticano, tendo como fundo uma foto de Bento XVI sobre uma imagem da Praça de São Pedro lotada de peregrinos. O aspecto pode variar durante diferentes tempos litúrgicos do ano e quando o Papa estiver em viagens.

Dos 544 mil ‘tweets’ já recebidos, mais de 381 mil são da conta em inglês, enquanto a conta em espanhol @pontifex_es supera os 108 mil seguidores. A conta em português @pontifex_pt tem mais de 17.600 mil seguidores.

Os primeiros ‘tweets’ papais serão respostas às perguntas enviadas com a tag #askpontifex. Os ‘tweets’ podem ser enviados em espanhol, inglês, italiano, alemão, polonês, árabe, francês e português. Outros idiomas serão adicionados no futuro.

Os tweets do Santo Padre serão publicados em vários idiomas: [espanhol - @pontifex_es] ; [italiano - @pontifex_it]; [português - @pontifex_pt]; [alemão - @pontifex_de]; [polaco - @pontifex_pl]; [árabe - @pontifex_ar]; [francês - @pontifex_fr].

Canção Nova

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Falta de conhecimento religioso é grave problema atual, diz Papa


Da Redação, com Serviço de Informação do Vaticano


O Papa Bento XVI recebeu na manhã desta sexta-feira, 30, um grupo de bispos franceses em visita ad limina. Em seu discurso na ocasião, o Santo Padre destacou que um dos graves problemas que afeta homens e mulheres dos tempos atuais é a ignorância religiosa.

Bento XVI citou a constituição pastoral Gaudium et spes, que recorda o fato de que Deus, em sua bondade paternal, quis responder aos questionamentos do ser humano sobre a vida e a morte e que Cristo fundou a Igreja para que o homem pudesse conhecer essas questões. “Por isso, um dos problemas mais graves de nosso tempo é o da ignorância religiosa na qual vivem muitos homens e mulheres, incluindo os católicos”, disse.

Nesse sentido, o Pontífice declarou que um dos obstáculos mais fortes para a missão pastoral da Igreja é a ignorância do conteúdo da fé. Essa falta de conhecimento trata-se, segundo ele, de um duplo aspecto.

“...desconhecimento a respeito da pessoa de Jesus Cristo e ignorância sobre a sublimidade de seus ensinamentos, de seu valor universal e permanente na busca do sentido da vida e da felicidade”, explicou.

E para que a nova evangelização possa, então, ter sucesso diante destas problemáticas, o Papa destacou a importância do envolvimento das comunidades e paróquias e da educação católica.

“Os institutos católicos ocupam, evidentemente, o primeiro lugar no grande diálogo entre a fé e a cultura. O amor pela verdade que neles brilha é, por si mesmo, evangelizador. São lugares de aprendizagem e diálogo, assim como centros de investigação, que devem desenvolver-se cada vez mais, ser mais ambiciosos”. 

Canção Nova

A CNBB e a Amazônia


A CNBB e a AmazôniaA celebração dos 60 anos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB é uma oportuna ocasião para a Igreja na Amazônia renovar seu agradecimento e reconhecimento a esta benemérita instituição que congrega o episcopado brasileiro.

Graças ao seu incondicional apoio, desde que foi criada em 14 de outubro de 1952, o grito dos bispos da Amazônia, emitido especialmente a partir de seus encontros iniciados meses antes da fundação da Conferência (junho de 1952), ecoou em todas as dioceses do país e, desde então, cresce a consciência de que a evangelização nesta vasta região brasileira é de responsabilidade de toda a Igreja no Brasil.

Marca forte da unidade e da comunhão da Igreja na Amazônia, os encontros de seus bispos se constituíram num verdadeiro Cenáculo de onde o Espírito Santo tem inspirado e animado os pastores e todos os que com eles cumprem o mandato de Jesus: “Ide fazer discípulos entre todas as nações” (Mt 28,19).  A CNBB, presente já no segundo encontro realizado em janeiro de 1954, através de seu primeiro secretário, Dom Helder Câmara, dava uma inequívoca demonstração de sua corresponsabilidade no enfrentamento da sacrificada realidade amazônica que, àquela época como hoje, desafia a Igreja.

No encontro de 1967, os bispos da Amazônia, estrangeiros em sua maioria, ao discutirem o papel da Igreja na SUDAM provocaram a ira de “nacionalistas extremados” que os classificaram de “brasileiros apenas de coração”. A CNBB, por meio de sua Comissão Central, imediatamente, sai em defesa dos bispos: “Bastaria uma simples visita às missões, para reconhecer naqueles mensageiros de Deus, os mais ativos operadores da integração da Amazônia” .

A presença da CNBB na Amazônia, nestes 60 anos, se fez sentir também em inúmeras outras iniciativas que confirmam seu compromisso com o povo amazônida, com sua fé, sua cultura, suas tradições, seus direitos, sua vida. Destaque-se, por exemplo, o primeiro Seminário sobre a Pastoral da Amazônia, realizado em 1971, no Rio de Janeiro. É neste contexto também de preocupação com a Amazônia que Manaus é escolhida, certamente com total apoio da CNBB, para sediar o Congresso Eucarístico Nacional, em 1975. Merece destaque ainda a 37ª Assembleia Geral da CNBB, em 1999, quando os bispos da Amazônia se fizeram ouvir por todos os bispos do Brasil através de sua mensagem ao Povo de Deus e ao Brasil intitulada “A Igreja e a Questão da Amazônia”.

Decisão da CNBB, no entanto, que impulsionou ainda mais o olhar da Igreja no Brasil para a Amazônia foi a criação, em 2003, da Comissão Episcopal para a Amazônia. Com o objetivo de animar o espírito missionário da Igreja e sensibilizar a sociedade brasileira em relação à Amazônia, esta Comissão tem sido responsável por inúmeras iniciativas voltadas para a evangelização da Amazônia. Da mesma forma, a realização da Campanha da Fraternidade, em 2007, com o tema sobre a Amazônia, não só aumentou a visibilidade desta região como também despertou o interesse de muitos em colaborar com a missão que aí se realiza.

Há ainda duas outras iniciativas que emergem como fruto do comprometimento da CNBB com a Amazônia ao longo destes 60 anos de sua existência. O primeiro é a Semana Missionária da Amazônia, criada por iniciativa da Comissão Episcopal para a Amazônia, atualmente presidida pelo Cardeal Cláudio Hummes. A segunda é a construção do projeto “Missionários para a Amazônia”. Aprovadas pela Assembleia Geral da CNBB de 2009, estas iniciativas buscam responder dois grandes desafios da Igreja na Amazônia: a falta de recursos financeiros e a falta de missionários. O apoio da CNBB é decisivo para vencer estes desafios.

Em julho de 2012, Santarém (PA) sediou, mais uma vez, o encontro dos bispos da Amazônia, que celebrou os 40 anos do Documento de Santarém, resultado do mesmo encontro em 1972, cuja contribuição foi decisiva para pôr em prática o Concílio Vaticano II e o Documento de Medellín. A CNBB, reconhecendo a importância desse momento histórico para a Igreja na Amazônia, fez-se presente através de seu secretário geral, Dom Leonardo Ulrich Steiner,  expressando, assim, a comunhão e a unidade do episcopado brasileiro que, ao longo dos 60 anos da CNBB, tem dado o tom de sua relação com a Igreja na Amazônia.

Estas são apenas algumas das muitas formas como a CNBB se fez e se faz presente na Amazônia. Recordá-las aqui, no contexto dos 60 anos da CNBB, é reviver a história desta Conferência que conquistou a credibilidade e o respeito da sociedade brasileira pelo seu compromisso com a vida de seu povo e a defesa dos direitos humanos, especialmente, dos pobres e excluídos. A Comissão Episcopal para a Amazônia se orgulha por fazer parte desta história. Parabéns, CNBB!
Irmã Maria Irene Lopes dos Santos
Assessora da Comissão Episcopal para a Amazônia

CNBB
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