Mostrando postagens com marcador SAÚDE. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador SAÚDE. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Planos de saúde saltaram 39% em 5 anos superando inflação


Estima-se que os aumentos acima da inflação tornem inviável ter um plano de saúde daqui a 30 anos

Conforme projeção do Instituto de Defesa do Consumidor, caso se mantenha a diferença entre os reajustes, um usuário de 30 anos que hoje paga R$ 210,07 pelo plano, pagaria R$ 2.196,28 pelo mesmo serviço daqui a três décadas Foto: José Leomar

Nos últimos cinco anos, todos os aumentos anuais aplicados aos planos de saúde com autorização da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) superaram a inflação. Nesse período, a ANS autorizou reajuste acumulado de 39,69%, comparado com uma inflação oficial de 30,15%, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

O acerto refere-se a planos médico-hospitalares individuais e familiares, contratados a partir de janeiro de 1999 ou adaptados à Lei nº 9.656/98 a partir de 1999 (contratos novos). A ANS não limita aumentos de planos antigos (assinados até 1998), empresariais e coletivos, que são regidos pelo indicador previsto em contrato.

A agência divulga todos os anos, até o mês de junho, o reajuste máximo anual a ser aplicado aos contratos novos no mês de aniversário do plano, no período de maio do próprio ano a abril do ano seguinte. Em 2012, ela autorizou reajuste máximo de 7,93%, que foi seguido pela maioria das operadoras, diante de uma inflação acumulada de 6,50% pelo IPCA em 2011.

Neste ano

Em janeiro de 2013, os planos que aniversariam esse mês terão reajuste de até 7,93%. Neste ano, o porcentual está incidindo sobre os contratos de cerca de 8 milhões de beneficiários, o que representa 17% dos consumidores de planos de assistência médica no Brasil.

A ANS justifica o aumento acima da inflação com a informação de que o índice de reajuste divulgado não é um índice de preços. Ele é composto pela variação da frequência de utilização de serviços, da incorporação de novas tecnologias e pela variação dos custos de saúde. A partir de maio deste ano, a ANS definirá também o reajuste máximo a ser aplicado em planos coletivos com menos de 30 participantes assinados a partir de 1999.

Maior comprometimento

Com base nos reajustes médios cobrados no mercado, o comprometimento de renda do consumidor para o pagamento de plano de saúde aumentaria 66% em três décadas, segundo estudo do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec).

Para o instituto, em 30 anos, será inviável continuar pagando planos de saúde. De acordo com o Idec, a relação entre o reajuste dos planos de saúde e a inflação acumulada no período de 2002 a 2012 apresentou um aumento de 38,12%. Projetando a diferença para as próximas três décadas, as mensalidades dos planos seriam corrigidas em 163,49% acima da inflação.

Exemplo

O Idec toma como exemplo um consumidor de 30 anos de idade com renda mensal de R$ 3 mil que paga R$ 210,07 por mês em seu plano individual. Ele compromete 7% de seu rendimento com o plano. Na hipótese de que sejam mantidas as condições de reposição salarial e as regras atuais de reajuste dos planos de saúde, ao completar 60 anos, esse consumidor terá mudado de faixa etária e seu plano de saúde sofrido um acréscimo de 296,79%.

Além desse aumento, se aplicado o reajuste de 163,49% acima da inflação no período, o plano passará para R$ 2.196,28, o que levaria 73,21% de sua renda e tornaria inviável o pagamento de seu plano de saúde.

PROTAGONISTA

Aumento não deveria ser tão expressivo

Embora considere que paga um valor não muito elevado pelo plano de saúde, em comparação com outros planos semelhantes, a publicitária Ana Paula Farias afirma ter uma parte considerável da renda mensal comprometida pela mensalidade do serviço. Para a publicitária, o aumento acima da inflação não é justo para o usuário, já que ela não observa uma melhoria no serviço oferecido. Entre os motivos para isso, estão a dificuldade para marcar consultas no prazo desejado e a demora na liberação de exames.

Diário do Nordeste

Brasileiros desvendam elo entre Alzheimer e depressão

Em São Paulo


Cientistas brasileiros descobriram o mecanismo responsável pela associação entre a doença de Alzheimer e a depressão. Na prática clínica, observa-se que uma das manifestações psiquiátricas mais comuns do paciente com Alzheimer são transtornos depressivos, que também atuam como fatores de risco importantes para a doença degenerativa. O que não se conhecia até agora era o mecanismo molecular exato por trás dessa relação.
O estudo da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) concluiu que neurotoxinas chamadas oligômeros de abeta, presentes em maior quantidade no cérebro dos pacientes com Alzheimer, são capazes de levar a sintomas de depressão em camundongos. O tratamento desses roedores com antidepressivo reverteu o quadro depressivo e melhorou a memória.

A descoberta, que abre a possibilidade de investigar mais a fundo a eficácia da indicação de antidepressivos em fases iniciais do Alzheimer, foi publicada na revistaMolecular Psychiatry, do mesmo grupo que publica a Nature.
Os oligômeros, estruturas que se agregam formando bolinhas, atacam as conexões entre os neurônios, impedindo o processamento de informações. Como são solúveis no líquido que banha o cérebro, eles se difundem, atacando o órgão em várias regiões. Pesquisas anteriores demonstraram que os oligômeros são os principais responsáveis pela perda de memória nas fases iniciais da doença.
Para testar a hipótese de que eles também provocam depressão, os cientistas aplicaram a toxina nos cérebros de camundongos. Após 24 horas, os animais foram submetidos a testes que identificaram comportamentos depressivos. Mediante o tratamento com fluoxetina, o quadro foi revertido.
"Uma boa surpresa do estudo foi que a fluoxetina também teve efeitos positivos na memória", diz um dos líderes do estudo, o pesquisador Sergio Ferreira, do Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ.
Segundo o neurologista Ivan Okamoto, membro da Academia Brasileira de Neurologia, quem não tem histórico de depressão e desenvolve um quadro depressivo com idade mais avançada tem de três a quatro vezes mais risco de desenvolver Alzheimer.
Agora, de acordo com Ferreira, o desafio é entender por que os oligômeros levam também à depressão. "Observamos que eles induzem uma reação inflamatória no cérebro dos animais. É possível que essa reação esteja levando à depressão, mas os dados ainda não permitem garantir isso."
Para o neurologista Arthur Oscar Schelp, da Unesp (Universidade Estadual Paulista), é difícil reproduzir o Alzheimer em modelos animais, por isso a transposição do que se descobre nos roedores para os seres humanos ainda é difícil. Ele observa que a depressão predispõe ao surgimento de muitas doenças. 

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Dominguinhos apresenta melhora e sedação é suspensa

DE SÃO PAULO


O músico Dominguinhos, 71, continua respirando por aparelhos, mas apresenta melhora no quadro de infecção respiratória que o levou a ser internado no último dia 17 no Hospital Santa Joana, no Recife. O artista não está mais sedado.
Segundo boletim médico divulgado nesta quarta-feira (2), o músico responde favoravelmente aos tratamentos e "está melhor", mas permanece com o uso de marca-passo temporário e sob medicação para controlar um estado de arritmia cardíaca.
De acordo com os médicos, não há previsão de alta hospitalar.
O sanfoneiro luta contra um câncer de pulmão diagnosticado em 2011.
Marisa Cauduro/Folhapress
O músico Dominguinhos
O músico Dominguinhos

sábado, 22 de dezembro de 2012

'Brasil pode ser 1º país a derrotar a Aids'

JOHANNA NUBLAT
DE BRASÍLIA


Um brasileiro acaba de ser escolhido pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, para coordenar as políticas públicas da Unaids (braço da organização contra a Aids).
Luiz Loures vai assumir em janeiro a vice-diretoria executiva dos programas da entidade e também um cargo mais político, o de secretário-geral assistente da ONU.
O médico foi um dos pioneiros no cuidado a pacientes com Aids no Brasil. Loures está há 16 anos na Unaids, hoje em Genebra.
Ele diz que espera ver o fim da epidemia da Aids em 15 anos.
Mas, para isso, é preciso quase dobrar o número de pessoas em tratamento, investir em diagnóstico precoce e no fim do preconceito.
O Brasil, opina, tem condições de ser o primeiro país a declarar o fim da Aids.
*
Folha - Que desafios estão postos nesse novo cargo?
Luiz Loures - A gente está mudando de fase na resposta à Aids. Começamos a falar do fim da epidemia.
O progresso científico permite isso. E estou sendo colocado neste posto para mudar e intensificar os programas e levar o maior número de países a essa meta que, agora, a gente pode começar a estimar.
Eu penso em 15 anos. A Aids vai continuar existindo provavelmente, a não ser que se consiga erradicar o vírus -o que é uma questão para o futuro muito mais distante.
Mas vamos poder dizer que não há mais epidemia. Talvez não em todos os países ao mesmo tempo.
Nicolas Lieber/Divulgação
Luiz Loures, médico brasileiro que foi nomeado vice-diretor executivo da Unaids, agência das Nações Unidas para a doença
Luiz Loures, médico brasileiro que foi nomeado vice-diretor executivo da Unaids, agência das Nações Unidas para a doença
Como o sr. vê o Brasil nesse cenário? Têm surgido críticas sobre a atual política...
Pelo panorama mundial, não tenho dúvidas de dizer que o Brasil é o país com as políticas de Aids mais avançadas e mais inclusivas. Isso do ponto de vista global, eu não estou dentro do Brasil.
Se eu tomo, por exemplo, as estatísticas de acesso ao tratamento no Brasil, as coberturas são as mais altas entre as mais altas do mundo, exatamente porque o Brasil foi o primeiro país a tratar.
Seguindo esse parâmetro, não tenho dúvida de dizer que o Brasil tem condições de ser o primeiro país a declarar o fim da Aids.
O primeiro?
Se o Brasil continuar suas políticas, intensificar onde é necessário. Claro que é um país continental, complexo.
E não que seja uma tarefa fácil, mas não foi fácil em nenhum momento. A trajetória do Brasil nessa área foi marcada pela coragem.
Agora, eu sei que existe um debate. É exatamente aí que está a fortaleza do programa brasileiro, no debate.
Que mudança de postura os países devem ter nessa fase?
É exatamente não mudar muito. O risco hoje, pela complacência, pela existência de outras prioridades, é colocar a Aids em plano secundário.
A humanidade conseguiu avançar tanto em relação à Aids que seria um erro histórico deixar as coisas irem para trás agora, quando a gente tem condição de ir avante.
E até chegar lá?
Há 8 milhões de pessoas em tratamento. Temos de tratar ao menos mais 7 milhões até 2015 para podermos falar que estamos no ritmo.
O teste de Aids tem de virar rotina. Não é bicho de sete cabeças, tem de haver mudança nesse sentido.
Qualquer pessoa no mundo tem o direito e tem de saber se está ou não infectada. É aí que começa o fim da Aids, começa com cada indivíduo.
Quem se trata não só cuida da sua saúde como corta a transmissão.
Além disso, a prevenção tem que ser intensificada. Há dois desafios fundamentais.
Um é nos grupos mais vulneráveis, como o homossexual masculino.
A discriminação ainda é o fator mais importante em muitos países, 78 países criminalizam a relação com o mesmo sexo.
Não tem como pensar que o homossexual vai procurar o serviço de saúde se tem o risco de ser pego.
A mesma coisa em relação ao usuário de droga.
A epidemia na Europa Oriental é a que me preocupa mais no panorama mundial.
A questão fundamental é o seguinte: o usuário de droga é um problema de saúde, não é um problema de polícia.
RAIO-X
LUIZ LOURDES

FORMAÇÃO
Cursou medicina na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), especializando-se em cuidados intensivos.
Tem diploma de MPH (equivalente a um mestrado em saúde pública) na Universidade da Califórnia em Berkeley (EUA)
TRAJETÓRIA
Ajudou a diagnosticar e tratar as primeiras pessoas com Aids no Brasil nos anos 1980.
Tornou-se assessor especial do Ministério da Saúde, ajudando a formular a política nacional de combate à doença, inclusive pontos como o acesso universal a drogas antirretrovirais.
Passou a integrar a Unaids (agência da ONU para a Aids) em 1996
CARGO ATUAL
Vice-diretor executivo da Unaids
IDIOMAS
É fluente em inglês, espanhol e francês

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Ceia de Natal vegetariana é a opção de muitos fortalezenses

Sem peru, tender e pernil se faz uma deliciosa ceia de Natal. É o que garantem chefes de cozinha e adeptos de alimentação vegetariana. Nada mal para as 350 mil pessoas (14% da população) de Fortaleza que se declararam vegetarianos, em pesquisa do Ibope divulgada em outubro último. Considerando a proporção demográfica, a capital cearense é a maior do País com população vegetariana. São Paulo, como o esperado, ocupa o primeiro lugar em número de vegetarianos 792 mil pessoas, mas a taxa demográfica é menor, 7% da população. E como fazer um cardápio para a ceia de Natal sem carnes?
 
A primeira sugestão vem de Maitri Monica Denstone, chef do restaurante Mandir (Rua Nossa Senhora dos Remédios, 158 – Benfica), em Fortaleza. Ela sugere “muitas frutas, belamente decorando a mesa. Saladas de folhas verdes, guarnecidas com molho de maracujá agridoce. Maionese de creme de soja, batata, cenoura, milho verde e passas. Samosas, pasteis indianos assados, kibe de forno, polenta paulista, uma boa farofa, batatas assadas com ervas finas, refogados de legumes”. Gostou? Ainda tem sobremesa que pode ser bolo com frutas cristalizadas, manjar de coco e mousse de maracujá.
 
Outra sugestão de ceia que abre mão do sacrifício de animais é feita por Parama Karunaji Dasa, parceiro do restaurante Grão da Vida (Rua Gustavo Augusta Lima, 1111 – Guararapes). Para entrada, ele indica puri com molho pesto ou homus (pasta à base de grão-de-bico). Como prato principal, arroz com passas e iogurte, batata gouranga, típico prato indiano, glúten na massala (refogado de especiarias com tomate, pimentão) e, para  sobremesa, pudim de iogurte, sem ovos.
 
A equipe do Veg Gourmet, especializada em comida vegana com entrega em domicílio, em Fortaleza, oferece como cardápio para a mesa de Natal: arroz de coco, farofa com especiarias, salada salpicão, glúten à Califórnia, torta  quiche  jerimum com gergelim ou torta quiche berinjela com passas.
 
Saúde e respeito à natureza
    
Maitri é adepta da filosofia vaisnava, que entre seus preceitos está o regime alimentar que exclui da dieta todos os tipos de carne. Ela aponta vantagens da alimentação vegetariana: É boa para a saúde, previne doenças, o organismo funciona melhor, o que resulta em longevidade. Além disso, ela ressalta que ao adotar uma alimentação sem carne, a pessoa ajuda a diminuir a matança de animais.
  
Na mesma linha, Parama segue uma alimentação lacto-vegetariana, que aceita derivados do leite. Diz que, em época de Natal, quando vai para as confraternizações dos amigos e familiares cristãos, sempre leva pratos vegetarianos e assim se integra à festa.
 
A professora Neda Mattos, que adotou o regime lacto-vegetariano há 10 anos, diz que já se acostumou a preparar seus pratos com acréscimo porque ao levar para a casa dos familiares, muitos que comem carne também querem provar as delícias de seu cardápio. Para este ano, ela planeja fazer um salpicão vegetariano, purê e quiche de queijo.
 
A psicóloga e professora de yoga Ana Cláudia Dutra não come carne vermelha há mais de 20 anos e há cinco dispensou frango do cardápio. Eventualmente, come peixe, mas reconhece que está deixando, aos poucos, o pescado. O esposo, Nello Baia Jr., também mestre de yoga, aboliu totalmente a carne de seu regime, há muito tempo. Como  lacto-vegetarianos, também enfrentam o desafio de confraternizar com amigos e familiares carnívoros. Segundo Ana Cláudia, eles adotam duas estratégias: ou fazem a refeição antes, em casa, ou levam algum prato vegetariano para as festas de família.
 
Você sabe mesmo o que é vegetarianismo?
 
Um dos  sites mais acessados por vegetarianos e por quem está no processo de se transformar  em um é owww.vegetarianismo.com.br. De cara um apelo:  “Comemore o Natal com uma ceia condizente com o significado desta data: o Nascimento do Príncipe da Paz e do Amor. Enquanto a mesa da humanidade for regada com sangue e álcool não haverá Paz nem a humanidade poderá se considerar civilizada. Faça parte da solução. Neste Natal não contribua com a morte. Comemore com uma ceia vegetariana.”
 
O site oferece muitas informações, receitas e  esclarece equívocos. O engano mais comum é   achar que todo vegetariano é vegano (quem não se alimenta nem consome qualquer tipo de produto de origem animal). “Subdivididos muitas vezes em ovo-lacto e lacto, os vegetarianos podem tentar ou não reduzir seu uso de produtos animais não alimentícios, como fazem os veganos”. Conheça os tipos de vegetarianismo listados:
 
  • Ovo-lacto-vegetariano: não consome nenhum tipo de carne, mas inclui ovos e leite (e derivados, como queijo, iogurte etc.) em sua alimentação. Esta é a forma mais "popular" de vegetarianismo.
  • Lacto-vegetariano: não consome nenhum tipo de carne, mas inclui leite e derivados do leite (laticínios).
  • Vegano:  os veganos excluem de sua alimentação todos os produtos de origem animal.  Além de carnes, peixes, aves, laticínios (leite, manteiga, queijo, iogurte etc.), excluem ovos, mel, gelatina etc. Os veganos evitam o uso de couro, lã, seda e de outros produtos menos óbvios de origem animal, como óleos e secreções presentes em sabonetes, xampus, cosméticos, detergentes, perfumes, filmes etc.
  • Veg: apelido resumido de vegetariano; costuma incluir os veganos.
  • Vegetariano estrito: originalmente o mesmo que vegano; agora pode significar vegano ou vegetariano.
  • Crudívoro: o crudivorismo admite apenas a ingestão de alimentos crus.
  • Frugívoro (ou frutívoro ou frutariano): sistema alimentar que admite apenas o consumo de fruas na alimentação.
  • Freegano: o freegano (uma corruptela deliberada da palavra vegano) come aquilo que encontra no lixo. Apesar de os freeganos serem mais radicais que os veganos ao se recusarem a comprar qualquer tipo de alimento, eles também são mais flexíveis, já que não têm objeções éticas a comer produtos animais que foram jogados fora. Eles querem evitar dar dinheiro àqueles que exploram os animais. Uma vez que um produto foi descartado, não faz diferença para o produtor se o alimento é consumido ou incinerado. Alguns freeganos continuam não gostando da idéia de comer um cadáver e – apesar de estarem dispostos a comer alimentos de latas de lixo – eles são bem informados sobre a contaminação fecal na carne e compreendem os riscos à saúde envolvidos em comer qualquer coisa que tenha passado por um abatedouro.
Como podemos ver, esclarece ainda o site: "o regime vegetariano não é, pois, exclusivamente vegetal e seu nome não se origina de alimentação vegetal e, sim, do latim vegetus que significa 'forte', 'vigoroso', 'saudável'. 
 
Mais informações: Restaurante Mandir - (fone: 85 3023 3563) / Grão da Vida – (fone: 85 - (85) 3241-2204 / Equipe Veg Gourmet – (fone: 85 3212 0282)
Última atualização: 20/12/2012 às 19:08:33

Boa Notícia

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Governo cria Comitê de Atenção à Pessoa Celíaca


DA REDAÇÃO DO O ESTADO ONLINE
online@oestadoce.com.br
Fonte: Agência Brasil
O Ministério da Saúde criou um Comitê Intersetorial de Atenção Integral às Pessoas Celíacas para elaborar, planejar, monitorar e avaliar as políticas de atenção voltadas para cerca de 1 milhão de celíacos que existem hoje no Brasil. A medida foi publicada nessa terça-feira (18).
A doença celíaca é autoimune. O portador tem intolerância permanente ao glúten, uma proteína encontrada no trigo, na cevada, no centeio, na aveia e em seus derivados. Nos celíacos, o glúten, que está presente em pães, biscoitos e uma infinidade de alimentos, desencadeia a produção de anticorpos no intestino delgado, que inflamam as paredes intestinais e dificultam a absorção de nutrientes.
De acordo com a nutricionista Lucélia Costa, presidente da Federação Nacional das Associações de Celíacos (Fenacelbra), os sintomas podem variar, mas os mais comuns são diarreia crônica (de mais de 30 dias), prisão de ventre, anemia, falta de apetite, vômitos, emagrecimento, perda ou pouco ganho de peso, atraso de crescimento ou da puberdade, humor alterado, irritabilidade ou desânimo e distensão abdominal.
A nutricionista acrescenta que a doença pode causar uma série de problemas associados, como o hipotireoidismo, vitiligo, a asma, dores articulares, entre outros. “[A doença celíaca] ainda é desconhecida e subestimada pela maioria da população e pelos profissionais de saúde [no Brasil]”. Ela pode levar anos para ser diagnosticada, já que os exames de sangue existentes são, às vezes, insuficientes para uma conclusão. No entanto,  pode ser confirmada por meio de uma endoscopia, com a biópsia de uma amostra do tecido do intestino delgado.
O celíaco deve se privar de comidas que contenham glúten por toda a vida. “Qualquer quantidade pode desencadear reações”, ressalta Lucélia. Ela explica que pode haver ainda restrições a outros alimentos, como o leite, a soja, o açúcar, o milho e até a alguns medicamentos e produtos de higiene e beleza. Os alimentos que contêm glúten podem ser substituídos por produtos com fécula de batata, farinha de milho, amido de milho, polvilho, farinha ou creme de arroz, araruta ou fubá.
Lucélia alerta que a doença celíaca é herdada dos pais. “Nascemos com a predisposição genética e o desenvolvimento dependerá dos fatores ambientais e alimentares“.
(ED)

Exercícios com cavalos trazem melhoras para quem sofre de estresse, depressão e insônia

Carla Uerlings
Do UOL, em São Paulo


Michelle Rodrigues faz equoterapia há três meses com a égua Chuva no Jockey Clube de São PauloUm remédio natural contra doenças do mundo moderno. Essa é uma das formas de se ver a equoterapia, que pode ser traduzida como um método terapêutico que utiliza a equitação. Há 15 anos, a fisioterapeuta Letícia Junqueira trabalha com essa prática e há dois tem parceria com o Jockey Club de São Paulo.

Ela garante que a equoterapia abrange muito mais que pessoas com mobilidade reduzida. "Essa terapia pode auxiliar no tratamento de estresse, insônia, síndrome do pânico e distúrbios alimentares  (bulimia e anorexia), além de ajudar no aprendizado e no resgate da relação mãe e filho."  Junqueira acrescenta que o contato corporal com o animal melhora a independência, a autonomia, a autoestima e a autoconfiança.

A fisioterapeuta explica que quando a pessoa está em cima do cavalo, precisa se adaptar ao movimento do animal - de um lado para outro, para frente e para trás, para cima e para baixo. Com isso, há liberação das endorfinas, os antidepressivos naturais do organismo.

Equoterapia ajuda quem tem problemas emocionais, estresse e insônia

Foto 1 de 10 - Michelle Rodrigues faz equoterapia há três meses e sente que houve melhoras em seu problema de insônia. A fisioterapeuta Letícia Junqueira e o cavalariço Santista acompanham a paciente o tempo todo Fernando Donasci/UOL
"Durante esse exercício, o praticante recebe de 1.800 a 2.200 estímulos cerebrais e ajustes tônicos que percorrem a coluna e chegam até o Sistema Nervoso Central. Os neurônios se unem, geram novas células nervosas e ajudam no equilíbrio dos níveis de noradrenalina e da serotonina, o hormônio da felicidade."


PARA DORMIR MELHOR

Nem parece que a poucos metros dali encontra-se a caótica e barulhenta Marginal Pinheiros. O clima calmo e bucólico do Jockey Club é o cenário perfeito para montar Chuva, a égua que ajuda os pacientes da fisioterapeuta Letícia Junqueira.

Michelle Rodrigues, 30 anos, sofre de insônia e dor de cabeça. Há três meses faz a equoterapia. "Sinto-me bem melhor, mais relaxada. É algo muito gostoso, principalmente porque é ao ar livre." Ela nunca havia montado um cavalo, mas garante que não teve medo, pois Chuva é muito mansa. Além disso, a fisioterapeuta e o cavalariço acompanham cada paciente o tempo todo.

A acupunturista Roberta Luz tem 29 anos e também procurou a equoterapia para amenizar suas noites de insônia. Faz cinco meses que ela participa das sessões. "Os exercícios respiratórios que fazemos me ajudam a acalmar. Até o movimento de mastigar da Chuva é relaxante", comenta.

As sessões variam de duas a três vezes por semana e duram 30 minutos cada. Os resultados aparecem rapidamente, mas irá depender de cada pessoa. A média para quem sofre de insônia é seis meses.
Evolução emocional

O médico Paulo Facciola Kertman, ortopedista pediátrico e do esporte, indica a prática da equoterapia a seus pacientes com paralisia cerebral. Segundo ele, há evolução no aspecto emocional, psicológico e da coordenação motora. "As mães relatam que as crianças ficam mais calmas. Além disso, melhora o equilíbrio do tronco, fazendo com que não caiam com tanta frequência", avalia ele que, durante muitos anos, atendeu na Santa Casa e na AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente).

O médico diz que não há contraindicações para praticar a equoterapia, mas é necessário fazer uma avaliação prévia. "É preciso verificar as condições da coluna e dos quadris, partes bastante exigidas durante os exercícios com o cavalo", aconselha Kertman.

A neuropsicóloga Daniella Landucci, do Centro Paulista de Neuropsicologia (CNP), também recomenda a prática dos exercícios com cavalos a pessoas que tiveram sequelas físicas e cognitivas, em virtude de acidentes de carro ou moto.

"Dependendo da lesão, os acidentados não voltam a ter a mesma vida de antes. Percebi evolução rápida nos pacientes que praticam  a equoterapia, principalmente no controle do tronco, melhorando a qualidade de vida", constata Landucci.

Adaptação do animal

Não é qualquer cavalo que é utilizado na equoterapia.  Letícia Junqueira diz que o animal precisa passar por adaptação e treinamento de cerca de três meses. É necessário ter altura e idades ideais. "Se for muito novo só vai querer brincar e o mais velho não irá produzir muito", explica.

Chuva, que ajuda os pacientes de Junqueira, tem sete anos. A fisioterapeuta já está treinando outros cavalos para não sobrecarregar a égua. "Depois de cada sessão a deixamos solta para brincar um pouco. Não queremos que ela se estresse com seu trabalho", garante.

Prática vem da Grécia Antiga
Hipócrates (458 –370 a.C.), considerado o pai da medicina, já se referia à equitação na Grécia Antiga como sendo uma prática que ajudava na regeneração da saúde. Em seu livro "Das Dietas" ele afirmava que cavalgar melhorava o tônus muscular e também era indicado no tratamento de insônia.

A Primeira Guerra Mundial contribuiu para o desenvolvimento da Equoterapia. Muitos soldados feridos em combate utilizaram esse tratamento para se reabilitar.

No Brasil, a equoterapia foi introduzida em 1989, em Brasília. Na site da Associação Nacional de Equoterapia (Ande - http://www.equoterapia.org.br) é possível saber mais sobre o assunto, além de consultar locais, no país todo, onde essa terapia é praticada.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Número de planos de saúde "bons" e "muito bons" sobe 53%, diz governo


Flávia Marcondes
Do UOL, no Rio

O número de operadoras de planos de saúde (médico-hospitalares e odontológicas) classificadas como "boas" ou "muito boas" aumentou 53% em um ano, segundo estudo divulgado pelo Ministério da Saúde nesta quinta-feira (13). De um total de 1.239 empresas avaliadas, 735 ficaram nas duas melhores faixas de pontuação.
No ano anterior, o número de empresas nessa faixa de classificação era de 485.
Ainda segundo o estudo, o número de empresas com qualidade de serviço ruim ou péssima caiu de 383 operadoras para 54 em um ano (redução de 86%).
Não será divulgado o ranking com a classificação geral das empresas.
O Índice de Desempenho da Saúde Suplementar avalia quatro aspectos das empresas: atenção à saúde, preços, estrutura e satisfação dos usuários.
As empresas são classificadas em cinco categorias: muito ruim (0,00 a 0,19); ruim (0,20 a 0,39); regular (0,40 a 0,59); bom (0,60 a 0,79); e muito bom (0,80 a 1).

Pesquisa vai ouvir consumidores

A partir do próximo ano, a ANS vai realizar pesquisas diretas com os beneficiários dos planos de saúde para avaliar a satisfação com o serviço. Hoje, esse quesito é medido de forma indireta, por meio do índice de reclamações apresentados pelas operadoras.
A princípio, a pesquisa não será obrigatória e, por isso, não haverá punição para as operadoras que não a realizarem neste momento. A ANS criou o questionário e selecionou os respondentes selecionados de cada operadora. A pesquisa será conduzida pelo plano que deverá entregar á agência os questionários e as gravações das entrevistas. Os dados serão divulgados em maio.
"A Agência está caminhando no sentido de avaliar melhor a impressão do consumidor", afirmou o diretor da Agência Nacional de Saúde (ANS), André Longo.

Empresas não cumprem prazos de marcação de consultas

Uma outra pesquisa sobre planos de saúde divulgada no início da semana pelo Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) mostrou que oito entre as nove maiores operadoras de planos de saúde com atuação em São Paulo não cumprem prazos máximos para marcação de consultas estabelecidos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Resolução da ANS de dezembro de 2011 fixou prazo máximo para a marcação de consultas, exames e cirurgias. Para consultas básicas, como pediatria, ginecologia e obstetrícia, o prazo máximo é de sete dias, descontado o dia em que a marcação foi feita; para nutricionista, dez dias; e para outras especialidades, como endocrinologia, 14 dias.

ANS lança Guia Prático sobre Planos de Saúde

Foto 1 de 5 - A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) lançou na última segunda-feira (12) o Guia Prático sobre Planos de Saúde para esclarecer dúvidas dos beneficiários ou de quem deseja contratar uma operadora pela primeira vez. O guia será distribuído em eventos organizados por Procons e pela agência em todo o país Mais Reprodução

Conheça nove inovações médicas que serão destaque em 2013


Recentemente, o centro médico acadêmico norte-americano Cleveland Clinic divulgou uma lista com 10 entre 250 inovações médicas que serão peça chave no tratamento e na prevenção de doenças em 2013. Médicos e pesquisadores elegeram as descobertas de maior impacto, sendo um dos principais critérios de escolha o número de pessoas que seriam beneficiadas com o produto ou procedimento. Embora a lista tenha 10 itens, um deles faz referência a um sistema de saúde que não se aplicaria ao Brasil e, por isso, ficou de fora da nossa análise. Para saber mais sobre as outras nove inovações, entretanto, conversamos com uma equipe multidisciplinar de especialistas que avaliou o custo-benefício de cada um.
  • Cirurgia bariátrica para controlar o diabetes - Foto Getty Images
  • Mulher com dor de cabeça - Foto Getty Images
  • Laboratório - Foto Getty Images
  • Médico segurando comprimidos - Foto Getty Images
  • Médica analisando pintas e manchas na pele - Foto Getty Images
  • Homem sendo submetido a uma cirurgia de catarata - Foto Getty Images
  • Cirurgia - Foto Getty Images
  • Médica analisando exame de mamografia - Foto Getty Images
  • Cirurgia de aneurisma - Foto Getty Images
 
 
DE 9
Cirurgia bariátrica para controlar o diabetes - Foto Getty Images

Cirurgia bariátrica para controlar o diabetes

O número de pessoas diagnosticadas com diabetes vem crescendo no Brasil. "Dados recentes do IBGE mostram mais de 12 milhões de portadores da doença no país", alerta o cirurgião Marçal Rossi, vice-presidente executivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica. Por conta do peso, entretanto, muitos pacientes não conseguem controlar a doença apenas com mudanças de hábito. Para elas, a solução pode ser a cirurgia bariátrica, conhecida popularmente como cirurgia de redução do estômago. "Ela é revolucionária porque independe do peso do paciente, que pode ter tanto do sobrepeso quanto obesidade mórbida", explica. De acordo com o especialista, o procedimento melhora não só os níveis glicêmicos do paciente, como também as taxas de colesterol e triglicerídeos e a pressão arterial, reduzindo o risco de doenças cardiovasculares. O procedimento já é realizado no Brasil e também é feito pelo SUS.
Mulher com dor de cabeça - Foto Getty Images

Eletrodo para tratar enxaqueca

"Hoje, o melhor tratamento para a enxaqueca se resume à prevenção, com a adoção de medicamentos para evitar dores de cabeça, além de hábitos saudáveis, como a prática de exercícios e uma dieta equilibrada", afirma a neurologista Célia Roesler, membro da Academia Brasileira de Neurologia. Ainda assim, crises podem ser frequentes. Mas se depender de uma nova terapia baseada na implantação de um dispositivo na gengiva, a história terá um novo desfecho. Como se fosse um controle remoto, o dispositivo é ativado pelo próprio paciente e passa a emitir pequenos choques elétricos que interrompem as dores de cabeça em cerca de 10 minutos. Estudos apontaram resposta positiva em quase 70% dos casos. "Por ser minimamente invasiva, acredito que será uma opção promissora para quem sofre de enxaqueca", complementa a especialista. O tratamento com o aparelho, no entanto, ainda não está disponível no Brasil.
Laboratório - Foto Getty Images

Identificação de bactérias em tempo recorde

De acordo com o infectologista Alexandre Piva Sobrinho, professor da Universidade Cidade de São Paulo (UNICID), exames de cultura de bactérias levam de dois a três dias para ficarem prontos. "Durante esse tempo, tratamos o paciente empiricamente, ou seja, levando em conta a prevalência das doenças infecciosas da região em que ele vive", afirma. O método, entretanto, nem sempre funciona e, muitas vezes, dependendo do grau da infecção, o paciente pode morrer. Por isso, um novo método de identificação de bactérias em poucos minutos será extremamente importante. "Sabendo o nome do agente, podemos fornecer o antibiótico ideal para o problema, aumentando as chances de cura", explica. O especialista conta que alguns hospitais brasileiros contam com um aparelho capaz de identificar bactérias em duas ou três horas, mas aponta que cada minuto é precioso dependendo da infecção.
Médico segurando comprimidos - Foto Getty Images

Novos remédios para câncer de próstata em estágio avançado

Classificado como um câncer hormônio-dependente, o câncer de próstata em estágio avançado é tratado com o bloqueio da função hormonal masculina. "Tal método foi descrito nos anos 40 e não apresentou qualquer novidade até 2004", aponta o urologista Marcus Sadi, da Sociedade Brasileira de Urologia. Nos dois últimos anos, então, mereceram destaque cinco novas drogas: enzalutamida, sipuleucel-T, denosumab, abiraterona e cabazitaxel. De acordo com o especialista, o principal benefício do surgimento desses novos medicamentos é a possibilidade de aumentar a sobrevida dos pacientes que, até pouco tempo atrás, era de cerca de 18 meses. Hoje, a não resposta à quimioterapia com determinada droga não esgota as possibilidades de tratamento, o que aumenta as chances de cura e controle do câncer.
Médica analisando pintas e manchas na pele - Foto Getty Images

Dispositivo portátil para diagnóstico de melanoma

Rejeitado anteriormente pela Food and Drug Administration (FDA), órgão norte-americano que controla os alimentos e medicamentos do país, um novo dispositivo portátil feito para identificar melanomas, um tipo de câncer de pele, foi, enfim, aprovado. Colocado sobre a pele, ele visualiza a estrutura de um vaso lesionado, utiliza um sistema de algoritmos e compara a imagem com outras 10.000 fotos de doenças de pele. Em menos de um minuto, o profissional já obtém o resultado. "Apesar do avanço, foi bastante discutido em Congressos se o aparelho não deixaria a experiência do médico em segundo plano", aponta o dermatologista Marcus Maia, coordenador do Programa Nacional de Controle do Câncer da Pele da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Além disso, o especialista afirma que o aluguel do aparelho é extremamente caro e que cada análise de manchas ou pintas é cobrado separadamente. "Isso torna a análise de pacientes com muitas lesões inviável", complementa.
Homem sendo submetido a uma cirurgia de catarata - Foto Getty Images

Cirurgia de catarata com laser

"A cirurgia de catarata é o procedimento mais realizado no mundo", afirma o oftalmologista Renato Ambrósio Jr., presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Refrativa. Embora seja um procedimento seguro, com o uso do laser as incisões se tornam mais precisas, o que reduz o risco de inflamações e ainda facilita a implantação de uma nova lente no olho. "O laser já é amplamente usado na cirurgia de córnea, então, não deve levar muito tempo até que faça parte da rotina do cirurgião que está tratando a catarata", explica.
Cirurgia - Foto Getty Images

Melhor aproveitamento dos pulmões doados para transplantes

De acordo com o cirurgião-torácico José Camargo, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Torácica, atualmente são aproveitados apenas 15% dos pulmões doados para transplantes. "Por ser um órgão que entra em contato direto com o meio ambiente por meio da respiração, ele tem um risco maior de contaminação e de retenção de líquidos, o que dificulta seu aproveitamento", afirma. Entretanto, com a técnica de perfusão pulmonar ex-vivo (fora do corpo), será possível reverter essa situação. Ela consiste na colocação dos pulmões do doador em uma câmara com a capacidade de reparar os órgãos e ainda secar o excesso de líquido neles presente. A adoção do método é importante principalmente porque quem depende desse tipo de transplante costuma ter sobrevida de, no máximo, um ano e meio, diferente, por exemplo, de quem depende de um rim, que consegue ficar na lista de espera por cerca de 10 anos.
Médica analisando exame de mamografia - Foto Getty Images

Mamografia 3D

Com poder de gerar dezenas de imagens da mama de diferentes ângulos, a mamografia 3D ou tomossíntese da mama não foi desenvolvida com o objetivo de substituir a mamografia tradicional. Na verdade, seu uso deverá ser feito juntamente com o método convencional para que o médico tenha uma visão mais precisa da mama. O mastologista Alexandre Vicente de Andrade, professor da faculdade de medicina da PUC-SP, questiona, entretanto, se a evolução será de fato uma inovação. "A mamografia 3D apresenta mais que o dobro de radiação da mamografia tradicional, o que torna sua aplicação na rotina um tanto complicada", explica. Se, por outro lado, for usada para diagnóstico, quando o profissional desconfia de alterações, pode dar uma falsa segurança que descartará uma biópsia mais conclusiva. Assim, o especialista não descarta o método, mas acha que ainda faltam especificações para seu uso na detecção do câncer de mama.
Cirurgia de aneurisma - Foto Getty Images

Novo stent para aneurisma da aorta

Aneurismas são dilatações vasculares de uma artéria que precisam de tratamento por conta do risco de rompimento. O tratamento tradicional era feito abrindo o paciente e colocando uma prótese, espécie de caninho, para gerar uma nova rota de fluxo para o sangue. O problema é que essa intervenção nem sempre era viável. "Em alguns casos o procedimento de corte era contraindicado e, em outros, o aneurisma estava localizado próximo a outras artérias e a colocação da prótese bloquearia essas outras passagens", explica o cirurgião vascular Luiz Marcelo Viarengo, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Vascular. Isso tudo porque a prótese tradicional era envolvida em um tecido especial que bloqueava os demais fluxos. Por isso, o surgimento de uma prótese que permite vida normal as demais artérias foi uma grande evolução. "A colocação dela ainda pode ser feita por cateterismo, o que torna o procedimento mais seguro e rápido", afirma. Entretanto, há controvérsias ainda sobre se a permeabilidade do fluxo sanguíneo para as demais artérias é 100% garantida.
UOL Notícias
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...