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sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

65% DAS CRIANÇAS TEM UM AMIGO IMAGINÁRIO


De repente você percebe que o seu filho tem um amigo imaginário. O que fazer? Mantenha a calma, isso é normal. De acordo com a Dra. Karina Sauma Resk, especialista em educação infantil, psicologia e pedagogia do Espaço Saúde Guedala, esse é um comportamento comum em todas as crianças, independentemente se são filhos únicos ou se têm poucos ou muitos amigos.
E então as mamães acabam se perguntando o porquê desse amigo imaginário. A Dra. Karina comenta que essa é uma forma que os pequenos encontram para brincarem com alguém que os compreendem plenamente. “O amigo imaginário é o mesmo que a conversa que nós adultos temos com nós mesmos. Os adultos falam consigo sobre seus medos, conflitos e desejos. As crianças materializam essa voz interior criando o amigo imaginário. É o ego auxiliador. Grosso modo, a psique é formada pelo ID, responsável pelo desejo; o superego, responsável pela crítica; e o ego, responsável pelo equilíbrio entre o desejo e a realidade. O amigo imaginário é o ego auxiliador, aquele que ajuda a equilibrar o desejo e a autocrítica para a tomada de decisão”, explica.
Um estudo realizado pelo Instituto da Educação em Londres mostra que cerca de 65% das crianças tiveram um amigo imaginário em algum momento e que isso as tornam mais confiantes e articuladas. A Dra. Karina conta que a idade mais comum na qual essa atitude costuma surgir é a partir dos 3 anos de idade. “É nesse momento que a criança começa a brincar de faz-de-conta”, diz. Ela afirma que as crianças aprendem através da imitação, faz-de-conta, oposição, linguagem e apropriação da imagem corporal.
Portanto, os amigos imaginários não são um grande problema. Contanto que as mamães fiquem de olho no comportamento da criança, essa atitude pode ser benéfica. Segundo a Dra. Karina, após os 10 anos de idade esse amigo imaginário se transforma na voz interior da criança. “No consultório ensino as crianças terem o amigo imaginário e a voz interna. Com ela, a criança nunca está sozinha e sempre está interagindo com alguém, mesmo que seja ela em dois papéis. As crianças se aconselham e discutem sobre vários assuntos com seus amigos imaginários, concluindo qual a melhor atitude a ser tomada e, desempenhando vários papéis sociais ou de personagens, ampliam suas concepções sobre as coisas e as pessoas”, afirma.
Segundo a Dra. Karina, apenas que se o “relacionamento” com o amigo imaginário ficar com uma frequência exagerada, ou seja, se a criança até mesmo deixar de brincar com outras por conta dele aí sim isso pode ser prejudicial. “Outro fator é a idade. O amigo imaginário costuma desaparecer com a idade da criança. Em geral ele permanece aos 4 anos, intensifica aos 6 anos e desaparece por volta dos 9, 10 anos. Entre os 7 para 8 anos, as crianças começam a ter vergonha de brincar publicamente com o amigo imaginário, mas interagem com ele em silêncio e podem levá-lo a todos os lugares que estiverem sem que ninguém perceba. Isso faz parte do processo. É comum e saudável”, relata.
Ela diz que os pais não devem interferir nesse comportamento, se perceberem que está tudo certo. “O processo, exceto os exageros, ocorre naturalmente”, diz. O que ela recomenda é verificar com a escola se há um exagero na frequência com que a criança brinca com o amigo imaginário e se ela está se relacionando normalmente com os outros coleguinhas. A psicóloga ainda deixa uma mensagem: “Nunca deixe de falar com sua criança interior. É com ela que você deve ter a discussão final para a tomada de suas atitudes”.
UOL Notícias

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Na hora da escolha


     Não podemos descartar os nossos valores

Imagem de DestaqueHá quem se diga “azarada (o)” para as coisas que se referem ao coração, pois nenhum de seus relacionamentos foram duradouros o bastante como  esperava.

Muitas pessoas reclamam da dificuldade de manter o namoro, argumentando as muitas incompatibilidades que apareceram ao longo do convívio. Aquele que demonstrava ser o príncipe de um conto de fadas, depois de um tempo, parece ter se transformado em sapo ao perceber que as palavras ou o romantismo envolvente dos primeiros encontros tinham data de validade.
 
Para muitas pessoas, encontrar alguém que esteja disposto a partilhar as coisas mais comuns do dia a dia parece ser uma tarefa difícil de ser realizada. Sabemos que ter alguém ao nosso lado, que nos ame e trabalhe pelo desenvolvimento da relação, traz muitos benefícios para a nossa vida; a começar pelo aspecto emocional. Contudo, em virtude de muitos outros relacionamentos fracassados, nós podemos nos tornar extremamente exigentes, buscando encontrar alguém que se adeque exatamente ao nosso modo de pensar e de agir.

Algumas pessoas falam do encantamento à primeira vista, mas, antes mesmo de iniciar um relacionamento, levado por uma paixão, precisamos nos lembrar das qualidades que julgamos imprescindíveis na pessoa com quem aspiramos iniciar um envolvimento amoroso.

Dado Moura fala sobre o seu mais novo livro: "Lidando com as crises"

A quem valoriza o porte físico – uma beleza semelhante a um ator de cinema –, coisas fora de um padrão natural podem desclassificar qualquer possível candidato. Outras consideram o fato de o pretendente ter sido casado ou se tem filhos, a idade, a ocupação profissional, o poder aquisitivo, a espiritualidade, etc. Entretanto, os aspectos sobre o caráter também precisam ser conhecidos e, entre esses, a inclinação da pessoa por algum tipo de vício ou hábitos que poderiam se tornar um problema futuro.

Se para adquirir um produto fazemos pesquisa de preços, verificamos a sua qualidade, entre outras coisas; é também importante não desconsiderar alguns valores que julgamos necessários identificar na personalidade da pessoa com que aspiramos partilhar nossa vida.

Viver um relacionamento duradouro é possível, mas requer esforço e compromisso do casal para resolver alguns conflitos gerados a partir das nossas diferenças.

Algumas incompatibilidades podem até ser negociáveis durante o namoro, mas vale a pena verificar o grau de importância que a pessoa atribuiu a elas, antes mesmo de nos aventurarmos num relacionamento, o qual, desde o início poderia demonstrar certa irredutibilidade por parte dos casais.

Para essas descobertas, não é preciso, necessariamente, estar envolvido num namoro para identificá-las. Por meio de processo de conhecimento, favorecido pela amizade inicial, teremos condições de perceber se a pessoa traz características de alguém que queremos como namorado (a).

As oportunidades de encontrar 
alguém podem estar nas atividades sociais às quais gostamos de viver, seja numa danceteria, cinema, teatro… E mesmo que, nesses eventos, não aconteça o encontro com a pessoa especial, pelo menos novas amizades serão estabelecidas sem deixar de viver aquilo que é normal e saudável.

Um abraço,

Foto
Dado Moura
contato@dadomoura.com
Dado Moura é membro aliança da Comunidade Canção Nova e trabalha atualmente na Fundação João Paulo II para o Portal Canção Nova como articulista. Autor do livro Relações sadias, laços duradouros e Lidando com as crises
Outros temas do autor: www.dadomoura.com
twitter: @dadomoura
facebook: www.facebook.com/reflexoes
Canção Nova

Com autoestima fragilizada, jovens precisam de apoio dos pais

Juliana Zambelo
Do UOL, em São Paulo
Durante adolescência, jovens ficam mais vulneráveis às críticas e aos fracassos


A adolescência muitas vezes parece ser um grande teste para o amor próprio. O corpo cresce de forma desordenada e espinhas aparecem. Os meninos mudam de voz e ganham pelos no rosto. As meninas veem crescer os seios e conhecem a menstruação. Os hormônios se revoltam. Surge a atração por outros jovens e o medo da rejeição. É preciso encontrar um grupo e ser aceito por ele. E lidar com pais e professores que cobram a escolha da profissão que será exercida pelo resto da vida.


Todos passam por isso e é impossível pular essa fase da vida, mas nessa provação muitos jovens acabam com a autoestima seriamente abalada. É possível, no entanto, identificar o problema e ajudá-los a enfrentar o momento com mais segurança.

A baixa autoestima é um problema que pode surgir em qualquer momento da vida, mas é bastante comum na adolescência. "Esse é um momento de reorganização do indivíduo em relação a sua imagem corporal e a seu lugar no mundo. As mudanças físicas são muito rápidas e ele deixa de ser criança e tem de se adaptar a um novo papel na sociedade", afirma a psicóloga Débora Dalbosco Dell'Aglio, coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisa em Adolescência da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul). "Nesse processo, a pessoa se torna mais vulnerável às críticas e aos fracassos".

Outro fator importante capaz de afetar a autoestima dos jovens é sua inserção na sociedade e a nova necessidade de fazer parte de grupos. "Como eles ficam mais expostos ao social, as rejeições e frustrações passam a ser vividas com mais frequência. E como os hormônios deixam as emoções à flor da pele, tudo é sentido com mais intensidade, as experiências boas e as ruins", diz Natércia Tiba, psicóloga especializada em adolescentes e terapia familiar.

Isolamento

O adolescente que tem seu amor próprio abalado fica inseguro e volta-se mais para ele mesmo. Débora afirma que o problema vai afetar os relacionamentos com amigos e as relações afetivas, tão importantes nessa época de descobertas, e inibir a tomada de decisões e escolhas.

Muitas atitudes, dentro e fora de casa, podem sinalizar um problema de autoestima. O adolescente pode se mostrar triste e não querer ir para a escola nem participar de festas e outros eventos sociais, muitas vezes dizendo estar se sentindo feio ou não ter as roupas certas. A recusa em tentar novos cursos ou atividades que envolvam um grupo também pode ser sinal de alerta.

Para a psicóloga Milena Lhano, especialista em terapia familiar e de adolescentes, o jovem pode reagir ao problema se isolando e tendo dificuldade em lidar com situações mais "adultas" por não se sentir capaz para tais desafios. "Agressividade, rebeldia ou alguma compulsão também podem ser sinais que demonstram que algo não vai bem".

De acordo com Natércia, alguns podem começar a criar personagens, reforçar características estereotipadas. "Por achar que as pessoas não vão gostar dele, o adolescente pode vestir uma máscara", fala Natércia. Segundo a psicóloga, também é importante conhecê-lo dentro do contexto social, observando de que grupo ele faz parte na escola e qual papel ele desempenha dentro desse círculo de amigos.

Críticas e elogios

Enganam-se os pais que acreditam que ajudar um filho com esse problema é cobri-lo de elogios. Segundo os especialistas ouvidos por UOL Gravidez e Filhos, o mais importante nesse quadro é fazer o jovem entender que será amado por quem ele é, independentemente dos sucessos ou fracassos que tiver.

"A autoestima não é se achar o máximo o tempo todo, é a pessoa se amar tendo consciência de que tem pontos bons e ruins. É um reconhecimento de suas reais capacidades e dificuldades", diz Natércia Tiba. Por isso, ela afirma que os pais nunca devem cobrar que os filhos tenham o melhor desempenho em tudo e que saibam valorizá-los pelo que eles são.

"A gente tem de criar os filhos para o mundo real", declara Débora Dalbosco. "Ninguém vai ter o corpo perfeito, ser o mais inteligente e o mais popular ao mesmo tempo. Eventualmente, todo mundo vai se deparar com limitações e frustrações na vida e, se a pessoa cresce achando que vai ser o melhor em tudo e ter tudo o que quer, ela pode se deprimir".

Saiba elogiar e saiba dar bronca

Segundo Milena Lhano, os extremos entre críticas e elogios são sempre ruins e a resposta dos pais deve ser pontual e justa. "Corrija quando ele errar e elogie quando acertar, porque ninguém só acerta ou só erra o tempo todo".
Dalbosco diz que, na hora de chamar a atenção ou dar bronca, que não sejam feitas generalizações. Nunca se deve dizer frases como "você é um preguiçoso" ou "você faz tudo errado". "A crítica precisa ser específica, como ‘você não está arrumando seu quarto’ ou ‘isso aqui você não está fazendo direito, quer ajuda?'", diz. E sempre coloque-se à disposição para ajudá-lo a melhorar naquela tarefa.

A psicóloga Maria Cristina Capobianco concorda. "É importante que os jovens recebam críticas construtivas, realistas, em doses que os fortaleçam e que não ataquem sua autoestima", afirma. Para ela, é importante também reforçar os talentos, apoiando as iniciativas criativas e ajudando o jovem a encontrar seu lugar.  "Os pais devem ajudar o adolescente a perceber que o processo de crescimento é longo, é doído, vai ter altos e baixos, mas que o sofrimento traz aprendizagem, amadurecimento e conquistas", diz.

Se a baixa autoestima não for cuidada na adolescência, a pessoa pode chegar à vida adulta apresentando um quadro de depressão e ter dificuldades para se relacionar e na vida profissional. "Ela vai continuar se cobrando que seja boa em tudo e terá muita dificuldade em aceitar rejeição e frustração", declara Natércia Tiba. Na maioria dos casos, no entanto, o sentimento passa naturalmente sem trazer consequências ruins para a vida adulta.

sábado, 29 de dezembro de 2012

SAIBA COMO APROVEITAR O MELHOR DA TV NA EDUCAÇÃO


A televisão faz parte da rotina da maioria das crianças. Seja para assistir ao desenho preferido, à um programa infantil ou ao filme que prende a atenção até a última cena. Para as mamães, é importante saber que a TV pode ser uma ótima aliada na hora de educar os pequenos. Para tirar o melhor proveito dessa ferramenta, antes é preciso entender como os filhos compreendem as imagens projetadas na tela. Basta reparar. Qualquer um que conviva com uma criança já deve ter visto a mesma programação, no mínimo – mínimo mesmo –, duas vezes. Isso acontece porque elas aprendem por repetição.
“O desenvolvimento da cognição da criança está a todo vapor. A memória é diferente da nossa e ela não consegue reter todas as informações na primeira vez que assiste. Por isso, cada vez que assiste a um filme, por exemplo, ela se atém a detalhes diferentes e se impressiona”, explica a psicóloga Patrícia Serejo, que explica a importância desse comportamento repetitivo. “A criança aprende a organizar suas ideias, a ter noção de temporalidade e causalidade, entre outros benefícios”.
Também é preciso saber que criança não sabe discernir o que é real e irreal. “O conceito de real e imaginário deve ser ensinado pelos adultos. E mesmo depois de apreendido tais conceitos, a criança irá percorrer entre um e outro com muito mais facilidade do que os adultos. E mesmo sabendo que não é real, o impacto emocional de um estímulo pode ser muito semelhante”. Por isso, é muito importante ficar atento ao conteúdo dos programas. Os pais devem mediar essa relação e dizer o que é ou não legal, construindo os valores junto com a criança e impedindo determinados conteúdos.
“A criança imita tudo e não é possível que não tenha acesso a nenhum conteúdo inadequado, seja na TV, na escola, no shopping ou no parque. Em qualquer um dos casos, se imitar, deve ser ensinada que este comportamento, mesmo ela tendo visto em algum lugar, não é adequado. Caso a criança já tenha sido advertida, deve sofrer alguma penalidade como consequência. Mas é preciso lembrar que a palmada nunca educa!”, alerta Patrícia.
A psicóloga ainda orienta a melhor maneira de ensinar o certo e errado por meio da televisão. “Quando os pais chegam em casa, devem conversar com a criança sobre o que ela fez no dia, como foi na escola, o que comeu e também sobre o que viu na TV. Assim, conversando sobre o conteúdo da TV, podem influenciar no desenvolvimento dos filhos”, finaliza. 
UOL Notícias

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Quem desconfia de tudo vive em estado de alerta; faça o teste e veja se você é assim

Rosana Faria de Freitas
Do UOL, em São Paulo

  • Thinkstock
    As origens para tal comportamento são diversas. Pode ser que a pessoa seja assim por uma questão ambiental: cresceu em um meio inseguro, criada por pessoas desconfiadas, e acabou absorvendo isso
    As origens para tal comportamento são diversas. Pode ser que a pessoa seja assim por uma questão ambiental: cresceu em um meio inseguro, criada por pessoas desconfiadas, e acabou absorvendo isso
Como já defendia o dramaturgo William Shakespeare, "ame a todos, confie em poucos, não faça mal a ninguém". Há quem leve a segunda parte do conselho ao pé da letra, e alguns até extrapolam, simplesmente não dando crédito a mortal algum. Isso mesmo: nem pai e mãe escapam da retaguarda do desconfiado extremado. Literalmente, ele está sempre com o pé atrás.

As origens para tal postura são diversas. Pode ser que o sujeito seja assim por uma questão ambiental: cresceu em um meio inseguro, criado por pessoas desconfiadas, e acabou absorvendo isso.

"Ninguém aprende algo que não tenha sido ensinado. Se você vive em uma casa cercado por familiares que acreditam em tudo, é provável que se torne um ingênuo. O contrário também vale: seus cuidadores sempre encararam o mundo com suspeição? Possivelmente, você fará o mesmo", salienta Cecília Zylberstajn, psicóloga, psicodramatista e psicoterapeuta de adolescentes e adultos.

As experiências de vida, igualmente, contam muito. Alguém que foi repetidas vezes enganado, e sofreu seguidas decepções, tenderá a ser mais cauteloso e prevenido. "Há que se considerar, ainda, que a desconfiança pode ser um fator inerente à personalidade de algumas pessoas, como outros aspectos do caráter", observa Cynthia Schincaglia, psicóloga e psicoterapeuta cognitivo-comportamental, membro da Associação Brasileira de Psicoterapia Cognitiva (ABPC).

E o que dizer dos desconfiados que julgam os outros por suas próprias atitudes? "Eles não conseguem acreditar que existem seres humanos honestos, sinceros e bons, justamente porque não encontram algumas dessas características dentro de si. Já quem está no outro extremo, da ingenuidade, não identifica a maldade alheia porque considera como parâmetro suas qualidades. Isso prova que o homem enxerga o mundo através de seus olhos, suas atitudes e seus pensamentos e sentimentos", diz Schincaglia.



Insegurança vem a reboque

De qualquer forma, seja qual for o motivo que levou alguém a ser assim, há atributos específicos que acompanham o desconfiado. Como, por exemplo, a insegurança. "Em geral, a pessoa acaba se tornando calada e reservada, já que o medo de confiar a leva a não se abrir", analisa Cynthia Schincaglia.

Cecília Zylberstajn concorda. "Todos nós, em algum momento, seremos enganados, traídos, e sofreremos decepções. Faz parte da vida. Quem encara essa realidade de maneira saudável, aceita o fato e se reergue, sem generalizar ou perder a esperança. Mas o inseguro, não: se uma mulher o traiu, vai pensar ‘nenhuma mulher presta, nenhuma é digna de confiança’, e assim por diante."

O principal prejuízo de tal postura, sem dúvida, se dá no terreno sócio-afetivo: a pessoa tem problemas em manter vínculos por desconfiar demais dos outros e, não raro, age friamente e evita relacionamentos. "Há bloqueios na hora de fazer amigos, interagir com colegas de trabalho, encontrar um companheiro", considera Schincaglia.

Se o quadro for grave, convém procurar ajuda terapêutica. "Um pouco de desconfiança todos nós temos, é inerente à natureza humana. Mas, caso seja algo exagerado e sem controle, é provável que beire a paranoia", adverte Zylberstajn.

Estado de alerta

Nesse caso, até a saúde pode ser abalada. Afinal, o desconfiado vive em constante alerta e vigilância para não ser ‘enganado’ e passado para trás. "Isso gera estresse e tensão, afetando o organismo", diz a psicodramatista.
Cynthia Schincaglia observa que, às vezes, ele acerta em sua suspeita – e aí mora mais um perigo. "Tudo é, então, reforçado e agravado. Ele diz para si mesmo que a única saída é adotar essa perspectiva porque o mundo está cheio de sujeitos não confiáveis – e embarca mais fundo ainda na questão."
Na opinião da psicóloga, embora a desconfiança constante deixe a pessoa menos vulnerável em algumas situações, acaba não compensando porque o dano geral é muito grande. Veja, agora, dicas das duas terapeutas para diminuir o grau de suspeição – e, assim, viver com mais tranquilidade.

DICAS PARA APRENDER A CONFIAR MAIS

Procure contar pequenas passagens ou fazer confidências para pessoas chegadas – familiares, amigos. Comece devagar, de forma gradativa. "E, com bom senso, vá percebendo que há quem seja confiável e leal, sim", assegura Cynthia Schincaglia
Cuide da sua autoestima. "Indivíduos com baixa autoestima tendem a ser mais desconfiados", revela a psicóloga
Antes de fazer um julgamento negativo e generalizado, busque evidências palpáveis de que pode ou não acreditar. "Dê um voto de confiança. E queira correr riscos, pois faz parte da vivência humana", aconselha Cecília Zylberstajn, acrescentando que esta é outra característica dos desconfiados: não aceitar o risco
Avalie as desvantagens de não confiar nos seus semelhantes. E no desconforto que é viver assim
Volte o olhar para si mesmo, tirando o foco dos outros – e repetindo que "todos são desonestos, desleais, indignos de crença". Pense no que o fez ser desse jeito e chegar a conclusões tão pessimistas
Acredite que você tem capacidade de desenvolver discernimento para saber quem é quem. "A princípio, o eterno desconfiado parece não ter crivo, não consegue identificar o bem do mal. Mostra uma inabilidade para conhecer o ser humano", diz Cecília Zylberstajn
Por fim, se chegar à conclusão de que sofre de um problema crônico, de difícil solução, procure um profissional de saúde, psicólogo ou psiquiatra. "É bom se certificar de que não sofre de algum transtorno – como o paranoide, por exemplo", conclui Cynthia Schincaglia

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

O que fazer quando sua melhor amiga faz fofocas de você


Postado por: LETÍCIA GRECO

Quem nunca curtiu uma fofoquinha ou falou mal de alguém, que atire a primeira pedra! O problema é que a galera se joga mesmo nos babados e aumenta as coisas. Mas e quando o centro das atenções da galera é você? Quem já viu um segredo seu se tornar assunto da galera ou sofreu qualquer agressão em público tem vontade de sumir e deixar tudo pra trás. Mas, calma: nada de ficar chateada e parar de sair de casa! Você pode dar a volta por cima!
Outros tempos
Situações assim, em que alguém se torna a fofoca da vez, sempre aconteceram e vão continuar a existir, mas, atualmente, a extensão das polêmicas é maior. Se, antes, um baphão ficava restrito a uma comunidade ou escola, agora existe a internet, que possibilita a transmissão de tudo de uma forma mais potente. Por isso, ter cuidados redobrados com a sua privacidade (não postar fotos sensuais e evitar confiar em alguém que só conhece pela internet, por exemplo) são muito importantes e evitam o risco de se tornar assunto de uma galera que, talvez, você nem conheça.
duas meninas fazendo fofoca e uma menina triste
Foto: Thinkstock/Getty Images
Fale a verdade
Mas às vezes, a fofoca não tem nada a ver com privacidade. E às vezes, nos sentimos mais traídas quando a fofoca vem da BFF, ou seja, a pessoa em que mais deveríamos confiar. Em todos os casos, a primeira dica é procurar ajuda, sempre: não se intimide diante da violência verbal e psicológica. “Não caia no jogo do agressor, assim você aumenta as chances de resolver a situação. Não deixe de ir à escola, pois você criará um outro problema”, afirma a psicóloga Heloísa Yoshida. Nesse caso, abra o jogo com a família e com algum professor em que confie. Eles poderão te ajudar.
Nada de silêncio
Para a psicóloga, procurar ajuda de um especialista pode ser o melhor caminho para enfrentar a situação. “ao lidarmos bem com os problemas e sabermos que tudo passa, as coisas ficam mais fáceis”. O que não se deve fazer, nunca, é aguentar tudo sozinha e calada (quando se é a vítima) ou colaborar com qualquer tipo de agressão, seja física, verbal, pela internet ou pelo telefone. Julgar e ofender alguém nunca vale a pena — basta fazer o exercício de se colocar no lugar da pessoa pra perceber o quão triste (e lamentável) é não ter a sensibilidade de entender e respeitar o outro.
Amizade
Procure ajuda e deixe as coisas rolarem sem pensar em vingança ou coisas do tipo. Amigos de verdade não humilham nem colocam o outro para baixo. Logo, você poderá avaliar as suas amizades e ver em quem pode ou não, confiar.
Texto: Liliane de Lucena e Letícia Greco
Consultoria: Heloísa Yoshida, psicóloga e orientadora de carreira
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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Aceitar um "não" é sinal de maturidade; faça o teste e veja se você consegue

Rosana Faria de Freitas
Do UOL, em São Paulo


Ouvir "não" faz parte da vida. Afinal, nem sempre as coisas caminham como gostaríamos. Mas há quem acolha tal fato numa boa, enquanto outros simplesmente não conseguem lidar com isso.
"A aceitação tem a ver com o modo como a pessoa foi criada. Se desde pequena alcançava tudo o que queria, sem passar por grandes frustrações e sem acatar os ‘nãos’ necessários, a pessoa cresce esperando que o mundo lhe diga ‘sim’. E fica muito desapontada caso ocorra o contrário", salienta a psicóloga Marina Vasconcellos, terapeuta familiar e de casal pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Quando os pais não impõem limites, o menor cresce com uma percepção distorcida dele mesmo e dos outros. Estará sempre preocupado com seus interesses e suas vontades, sem enxergar o quanto isso afeta o entorno. A tendência será se relacionar com indivíduos que se submetam à sua personalidade, assim como os educadores o fizeram.

"E, nos relacionamentos, terá dificuldades pela incapacidade de sentir empatia, isto é, de se colocar no lugar do outro e alcançar qual o seu papel e as fronteiras relevantes em uma relação", acrescenta a psicóloga Miriam Barros, especialista em terapia familiar, psicodrama e coaching. Em outras palavras, é grande a influência de pais permissivos e protetores que deram tudo facilmente para a criança, não colocando os limites necessários em muitas ocasiões.


Sinal de imaturidade

O oposto também é verdadeiro, embora mais raro: aqueles que receberam muitas negativas na infância podem crescer querendo experimentar somente o "sim", pois o balançar de cabeça de um lado para o outro traz lembranças ruins do passado. É o caso de progenitores que tolheram demais os filhos em situações em que não seria imperativo agir com tanto rigor.

Nesse sentido, saber ouvir "não" seria, então, um sinal de crescimento. Revela, por exemplo, que temos consciência de que há conquistas difíceis ou impossíveis, sendo obrigatório ter paciência em muitos momentos da vida. E, mais que tudo, o quanto é imprescindível lidar e suportar as frustrações.

"A pessoa mostra que criou dentro de si a faculdade de lidar com as contrariedades e, dessa forma, ganha mecanismos internos para resolver conflitos que o cotidiano apresente. E tudo isso sem inconformismo ou desespero, sem raivas impróprias, sem brigas desnecessárias. Torna-se um ser humano acessível, tolerante, que sabe negociar, cujo convívio é de certa forma tranquilo", considera Vasconcellos.

Arrogância latente

Quem não desenvolveu tal habilidade tem grandes chances de virar um indivíduo arrogante e autoritário, que quer as coisas do seu jeito, impondo situações aos outros sem se colocar no lugar deles. "De personalidade imatura, será visto pelos demais como alguém egoísta, inflexível, ‘dono do mundo’, sempre difícil de lidar", destaca Miriam Barros. Haverá resistência para obedecer ordens, seguir regras, respeitar o espaço alheio. E tudo isso provavelmente se refletirá em várias áreas da vida: trabalho, amigos e relacionamentos amorosos.

No outro extremo do arrogante, pode estar alguém que duvida da própria capacidade e de seu potencial cada vez que recebe um" não". É como se pensasse ‘se me negam isso, é porque não sou apto, melhor desistir, não sei fazer direito’. "De um jeito ou de outro, existe o despreparo para a frustração e, consequentemente, a imaturidade", diz a terapeuta familiar Marina Vasconcellos.

PARA QUEM NÃO SABE OUVIR "NÃO"

Pare e pense antes de reagir. "A primeira atitude a tomar, para começar a aceitar o não, é mudar a forma de pensar sobre o mundo e as pessoas", diz Miriam Barros
Entenda que nem sempre as coisas serão "do seu jeito". "E que sofrer faz parte da existência e viver dá trabalho", diz a terapeuta
Procure respeitar seus semelhantes quando eles lhe dizem não
Reflita por que as pessoas que convivem com você o chamam de inflexível, orgulhoso e autoritário. "Não seria muito melhor mudar seu comportamento e ganhar adjetivos mais positivos? Qualidades apreciadas por todos?", pergunta Marina Vasconcellos
Repita para si mesmo que o mundo não gira em torno de você. As pessoas não são obrigadas a atendê-lo na hora em que você quer e da maneira que deseja
Por fim, acredite que aceitar as negativas é algo desafiador e estimulante para seu crescimento. "Com certeza, será preponderante para um desenvolvimento pessoal mais consistente", conclui Vasconcellos

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Você sabe o que é Coaching de Relacionamento?


Todo ser humano deseja vivenciar uma experiência de vida marcada por sentimentos. Viver um grande amor, sentir-se amado, ser respeitado, valorizado e desejado.
Além da necessidade de suprir essas carências, existe também uma grande cobrança da sociedade em relação à condição de “não estar sozinho”.
Dessa forma, em um mundo de necessidade e cobranças estamos no meio de um autêntico fogo cruzado, observa Cláudia Alcântara, Coach pela Flórida Christian Unviersity, MBA em Gestão de Pessoas pela Fundação Getúlio Vargas, autora do livro “Eu, enfermeiro de mim” e professora do Curso de Gestão de Pessoas no Coren-CE.
Para muitos, alcançar certos objetivos parece difícil e complicado. Por isso contam com a ajuda de profissionais Coaching. Uma atividade em rápida expansão, na qual profissionais habilitados ajudam pessoas a atingirem seus objetivos mais rapidamente, desenvolvendo suas habilidades e alinhando-se aos seus valores e crenças.
DESENVOLVIMENTO PESSOAL
Coaching é um processo de desenvolvimento pessoal e profissional, voltado para o alcance de objetivos do “coachee” (cliente). Esse processo é feito por meio da identificação clara das metas, além de identificar e/ou desenvolver as competências necessárias ao alcance dos objetivos.

Cláudia Alcântara explica que o processo é de muita importância para a vida de qualquer pessoa, pois ajuda a identificar sua missão de vida, seus valores e sua visão de futuro. “Nós auxiliamos a pessoa para que ela comece a enxergar que é capaz, que seus resultados dependem das suas atitudes, além de começarem a ver um sentido mais amplo na vida, nas suas possibilidades e conquistas”, comenta.
AUTOCONHECIMENTO
O processo de coaching está intimamente relacionado à quebra de padrões negativos, aprendizado de padrões construtivos e autoconhecimento. Sendo assim, um processo de coaching para relacionamento tem como objetivo a revisão de padrões, o fortalecimento de uma visão de merecimento, autoestima e autoconfiança, além do desenvolvimento da inteligência emocional.

“O coaching trabalha com reflexão, com visão e autoavaliações constantes. É preciso decisão para serem praticados, pois o maior responsável é sempre o cliente, ou seja você. O coach atua como
motivador, buscando desenvolver o cliente através de perguntas que o levem a clareza das idéias e à reflexão”, explica a Coach Cláudia.
COMO FUNCIONA
O processo é executado através de exercícios, que vão desde ensaios mentais, leituras, vídeos e exercícios rotineiros relacionados à quebra de crenças limitantes, até a ativação de estados de recursos positivos. Os exercícios funcionam a partir da conscientização das ações e seus resultados, voltados para o desenvolvimento de competências, fortalecimento de vínculos e percepção de resultados diários, que podem ser aplicados em todos os setores da vida, desde situações pessoais, relacionamentos, carreira e até negócios.

“São exercícios diários que irão ajudar a melhorar a autoestima, a autoconfiança, a comunicação assertiva e convivência harmoniosa em um relacionamento. É um primeiro passo que se está dando em direção ao que há de melhor em nós mesmos”, comenta Cláudia.
INTELIGÊNCIA EMOCIONAL
Cláudia explica que o principal objetivo do processo Coaching é a autoconsciência. Pensar no que desejamos, no que estamos fazendo e o que estamos obtendo em relação a isso é um grande começo. A pessoa precisa entender o que está realmente sentindo, parar de ruminar sentimentos negativos e perceber o que está plantando.

“Uma pessoa com inteligência emocional desenvolvida constrói e mantém relacionamentos saudáveis, consegue se sentir segura na relação, respeita o espaço do outro e vive suas emoções de maneira equilibrada”, ensina Cláudia Alcântara.
A coaching dá a dica que considera primordial para alcançar a inteligência emocional. “Feche os olhos e veja sua vida, o que mais quer realizar no momento. Pense o que está, sinceramente, fazendo para alcançar. Todos os dias pare e reflita: O que eu fiz hoje que me ajudou a alcançar a minha meta? Que resultados obtive?  Como me senti?  Essas reflexões dão energia, motivação e ainda nos ajudam a corrigir os erros”, finaliza.
Jornal O Estado

SUBSTITUIÇÕES FAZEM COM QUE TIRAR A MAMADEIRA DO BEBÊ SEJA ALGO NATURAL


Paciência, disciplina e um pouco de criatividade são fundamentais na hora fazer com que seu filho abandone de vez a mamadeira. Algumas crianças conseguem se livrar deste hábito rapidamente, enquanto outras demoram mais. O momento ideal para que isso aconteça, de acordo com a obstetra Rosane Rodrigues, é no segundo ano de vida. “É indicado retirar uma mamada de cada vez, iniciando pela da tarde, que pode ser trocada por um lanche, normalmente um iogurte ou uma vitamina com leite batido com frutas que deve ser servido em copo, caneca ou com canudinho. A segunda mamada a ser suspensa deve ser a da manhã, trocando-a por leite com cereais, servido de colher, ou vitamina com frutas, sempre em copo, caneca ou canudinho. A última a ser retirada é a mamada noturna, que deve seguir o mesmo processo. Esta é realmente a mais difícil de ser retirada, mas se a mãe tiver firmeza e atenção com a criança, certamente ela conseguirá”, afirma.

Antes dos seis meses a mamadeira deve ser evitada, priorizando a amamentação no seio, mas existem exceções, como bebês prematuros ou que não se desenvolvem adequadamente, e filhos de mães que tenham doenças transmissíveis pelo leite materno. Após os seis meses, a mamadeira pode ser usada, mas com cautela, especialmente para que o bebê não se torne dependente dela.“O uso constante faz com que se perca a força para sugar o seio da mãe. E esse movimento de sucção é importante, pois trabalha toda a musculatura e faz com que o bebê tenha o rosto e o assoalho do crânio mais bem formado e os dentes enfileirados de forma correta. Além disso, aos seis meses ele pode comer duas papinhas por dia e a rotina alimentar já pode incluir almoço, jantar e uma fruta no intervalo”, explica.


O desmame pode ser iniciado com sucos pela de manhã, entre as mamadas e precisa ser algo gradual, incluindo papinhas de frutas, depois as salgadas. O processo deve ser transformado em algo prazeroso, com brincadeiras, alimentos com carinhas, que estimulam a criança a comer e esquecer o hábito. Comprar copinhos coloridos e divertidos também pode ajudar. Outra dica é explicar que ela já está grandinha e não precisa mais da mamadeira.


A médica explica que o ato de sugá-la é um mecanismo associado à necessidade de satisfação afetiva e de segurança, que desperta um sentimento no bebê semelhante ao que ocorre quando ele mama no peito da mãe. “Para os bebês, é natural e prazeroso chupar os dedos e mamadeiras, pois lembram o “seio” materno. Mas isso deve ser encarado como uma fase na vida da criança, que deve passar logo, pois, se estendido após os dois anos de idade, começa se tornar prejudicial, especialmente para a dentição”, diz.


UOL Notícias
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